Tudo bem?! Espero que sim!
Lembram da Lei de Murphy? Aquela que diz algo mais ou menos assim: "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará"... Pois é, ela me visitou constantemente tentando impedir a publicação dessa resenha. Foram muitos imprevistos e que causaram revolta, mas graças a Deus, com Lei de Murphy ou sem, vai ter resenha de À Sombra da Lua sim, e se reclamarem vai ter duas!!
SKOOB |
Conheci À Sombra da Lua, quando li a resenha de Paula Juliana do blog: Overdose Literária. Amo livros com essa abordagem de sobrenatural e terror, mostrando monstros sanguinários. A primeira coisa que me chamou a atenção foi que se um escritor nacional estava lançando um livro pela Editora Rocco é sinal que, certamente, o livro seria muito bom mesmo! Procurei o Marcos no Facebook, propus a parceria e em pouco tempo já estava com meu exemplar em mãos!
Li o livro com muito prazer, me deliciando pela escrita do Marcos tão minuciosa, com detalhes tão fundamentais para a construção da obra e criando situações audaciosas e inusitadas nunca antes lida por mim e ao fim do livro, só pude corroborar o pensamento inicial. À Sombra da Lua é de fato um dos melhores livros nacionais que eu já li e merece o reconhecimento que tem. Inclusive, foi indicado pela Rocco a concorrer ao Prêmio Jabuti de melhor romance de 2014.
Parabéns, Marcos! E publique mais livros, seus leitores agradecem!! rs
À Sombra da Lua é ambientada em meados de 1920, em Vila Socorro no interior paulista, quando o incentivo a imigração para mão-de-obra cafeeira é dado e assim, muitos italianos vem para o nosso país. Nesse ambiente de desenvolvimento e espírito de comunidade, surgem numa cabana vários corpos trucidados e mutilados, causando assim o temor por parte de toda a população.
O único sobrevivente dessa tragédia é o jovem Álvaro, descendente de imigrantes italianos e sozinho no mundo que mostra sua afeição pelo cemitério, onde visita as lápides de sua família. Além disso, Álvaro é bastante melancólico e sombrio, dando asas a imaginação do leitor sobre o motivo dele ter sobrevivido.
O único sobrevivente dessa tragédia é o jovem Álvaro, descendente de imigrantes italianos e sozinho no mundo que mostra sua afeição pelo cemitério, onde visita as lápides de sua família. Além disso, Álvaro é bastante melancólico e sombrio, dando asas a imaginação do leitor sobre o motivo dele ter sobrevivido.
''As lápides eram para ele como livros e, naquela biblioteca funesta, ele vigorava como um grande leitor.''
Com o tempo, novas cenas assustadoras começam a causar pânico na população de Vila Socorro e temendo pela segurança de todos, partem em busca do monstro que faz aquelas chacinas em noites de lua cheia. Quando os fatos continuam, chamam um especialista para tentar solucionar e acabar com o medo da vila.
Logo de início, vemos que o Marcos estudou bastante o mito licantrópico para fundamentar a criação da lenda do Lobisomem e compreender a natureza turbulenta da fera. De modo didático, somos enfeitiçados pela pesquisa e informações.

Eis que um dia, o Álvaro se encanta pela beleza estonteante de Alanna, filha de um imponente coronel da região e logo os dois pombinhos estão se amando. Pensei que o dilema da narrativa seria encontrar alternativas que possibilitassem o cultivo ao amor do homem-lobo para com a mulher-humana, típicos dos clichês adolescentes. Minha surpresa maior foi quando o Marcos, valorizou o lado sombrio de um monstro sem precedentes, no qual sua sina e sangue marcadamente de fera se sobrepõem a qualquer concepção de amor.
A monstruosidade que impera quando reina a lua cheia dá lugar a um ser deprimido quando esta se vai, ao passo em que as atrocidades são cometidas sem controle de quem a comete. Quando a chaga da Lua se vai, fica a certeza que aquela maldição corrói e destrói tudo.
Quando eu imaginei que tudo havia se resolvido e que a Vila Socorro caminharia para o progresso cultivando dias felizes, o Marcos me prepara uma outra surpresa ainda mais assustadora comprovando que ele é mestre na arte de brincar com o leitor e interagir com ele. Seus detalhes, suas cenas e ideias provam o quão mergulhados naquele ambiente tortuoso o leitor foi condicionado. É impossível não ficar com medo e ao mesmo tempo, deslumbrado com todas as lembranças que volta e meia a narrativa nos proporciona.
De modo geral, À Sombra da Lua é um romance sobrenatural adulto, com cenas bem criadas e costuradas na trama, com sua narrativa delicada e descritiva que só veio a calhar na trama. A construção da lenda não poderia ter reviravoltas mais chocantes e marcantes. Um livro no qual, final feliz não existe, no qual história de amor é superado pela sina e pelo que você está destinado a ser até morrer.
Se muitos recriam contos de fadas conferindo-lhes um teor adulto, o Marcos DeBrito conseguiu recriar um conto universal, dando a este características que o tornam único e particular.
O caso do Lobisomem nunca mais me será lembrado como antes.
Recomendo a leitura! Avaliei com 5 estrelas e preciso de novos livros, Marcos! Escreva mais terror :) rs
Logo de início, vemos que o Marcos estudou bastante o mito licantrópico para fundamentar a criação da lenda do Lobisomem e compreender a natureza turbulenta da fera. De modo didático, somos enfeitiçados pela pesquisa e informações.

Eis que um dia, o Álvaro se encanta pela beleza estonteante de Alanna, filha de um imponente coronel da região e logo os dois pombinhos estão se amando. Pensei que o dilema da narrativa seria encontrar alternativas que possibilitassem o cultivo ao amor do homem-lobo para com a mulher-humana, típicos dos clichês adolescentes. Minha surpresa maior foi quando o Marcos, valorizou o lado sombrio de um monstro sem precedentes, no qual sua sina e sangue marcadamente de fera se sobrepõem a qualquer concepção de amor.
A monstruosidade que impera quando reina a lua cheia dá lugar a um ser deprimido quando esta se vai, ao passo em que as atrocidades são cometidas sem controle de quem a comete. Quando a chaga da Lua se vai, fica a certeza que aquela maldição corrói e destrói tudo.
Quando eu imaginei que tudo havia se resolvido e que a Vila Socorro caminharia para o progresso cultivando dias felizes, o Marcos me prepara uma outra surpresa ainda mais assustadora comprovando que ele é mestre na arte de brincar com o leitor e interagir com ele. Seus detalhes, suas cenas e ideias provam o quão mergulhados naquele ambiente tortuoso o leitor foi condicionado. É impossível não ficar com medo e ao mesmo tempo, deslumbrado com todas as lembranças que volta e meia a narrativa nos proporciona.

Um livro sombrio - macabro - tétrico - brutal - incrível.
Se muitos recriam contos de fadas conferindo-lhes um teor adulto, o Marcos DeBrito conseguiu recriar um conto universal, dando a este características que o tornam único e particular.
O caso do Lobisomem nunca mais me será lembrado como antes.
Recomendo a leitura! Avaliei com 5 estrelas e preciso de novos livros, Marcos! Escreva mais terror :) rs