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[RESENHA]: Flora Hen - Hwang Sun-mi

Olá, pessoal! 
Como estão? 

Geração Editorial - SKOOB
Leia um trecho
Hoje, quero falar um pouco sobre um livro lindo e que nos mostra, através de uma fábula,  o desenvolvimento da belíssima vocação da maternidade. Flora Hen: uma fábula de amor e esperança, é um livro coreano que já vendeu mais de dois milhões de cópias e que foi escrito pela Hwang Sun-mi. Aqui, no Brasil, o livro foi publicado pela Geração Editorial, parceira do blog! 
Este livro nos apresenta a simplicidade da vida sobre a perspectiva de um animalzinho especial. 

Flora Hen é uma galinha poedeira. Flora Hen vive presa em uma gaiola. Ela não conhece o mundo, embora tenha muita vontade. A única coisa que ela sabe é da sua vontade em ficar com apenas um ovo e ter a chance de chocá-lo. 
Flora Hen tem um sonho. Flora Hen deseja ser mãe. E essa inquietação é mais forte que ela a ponto de consumi-la. 

Um dia, ela para de botar. Mergulhada em tristeza naquele claustrofóbico local, Flora não tem mais forças para ser útil e logo é descartada por seus donos para que uma raposa a faça de sua refeição. No entanto, por alguma ironia do destino, um pato a salva de seu fim precoce e ela tem uma chance de conhecer o mundo como sempre desejou. 

Em sua jornada, a pequena e frágil galinha começa perceber que o mundo não é um local tão amigável como ela fantasiava nos dias angustiantes presa em sua minúscula gaiola. Ela passa ser desprezada pelos animais que habitam o quintal. Eles já tinham um galo e uma galinha, portanto, Flora não era importante por ali e precisava procurar um local para partir. Ninguém intercedeu por ela, exceto o pato que a salvou mas que não tinha poder naquela hierarquia do quintal. 

Desprotegida e sozinha, Flora Hen precisava lidar com a tristeza, o desamparo e ficar atenta para fugir da raposa que cismava em caçá-la e devorá-la. Presa fácil para esta inimiga, a galinha precisou de muita sorte para escapar e no meio dessa tumultuada e incansável fuga, Flora tem seu caminho cruzado por um ovo órfão. 

Motivada por sua vocação em ser mãe, Flora decide chocá-lo e através dele começa descobrir um novo mundo de sensações e sentimentos. Seu coração bate mais forte e agora ela tinha um motivo para lutar ainda mais forte: ela precisava proteger seu filhote. Quando o ovo foi chocado, uma nova surpresa. Eles eram de raças diferentes, mas isso impediria uma mãe de amar o seu filho? Isso faria com que eles não fossem uma família?

A história de Flora é o retrato da coragem feminina e através de sua vida, podemos criar um paralelo com as atuais e novas conformações familiares. Enquanto muitos defendem que família é apenas a união entre homem, mulher e seus descendentes, muitos casais homoafetivos sentem a necessidade de serem pais ou mães e adotam os filhos descartados por casais heterossexuais. Isso nos permite refletir sobre o que é mais importante: dar amor a uma criança ou impedi-la de conhecer uma família apenas porque ela não é formada por dois seres de sexos diferentes? 

Eu me emocionei com a história da Flora e suas preocupações de mãe são tão normais e críveis que corrobora o pensamento de que mães são todas iguais e só mudam de endereço. E independente das raças, Flora é mãe daquele filhotinho e não há quem discorde disso! Mãe é quem cuida, quem educa e dá amor, carinho e dignidade! Flora Hen alcança o seu sonho (isso não é spoiler)! 

Recomendo esta leitura para todos e todas! Impossível não se sensibilizar com a trajetória de vida da Flora e de seu filho. Coragem, esperança e superação: três palavras que definem aquela tão especial galinha! 
AVALIAÇÃO GERAL:

E aí, pessoal, o que acharam?
Espero que tenham gostado! Comentem!

[LANÇAMENTOS]: Editora Gente & única Editora

Lindxs, 

Como têm aproveitado esse final de semana? Estão lendo muito? Continuo de ''grevis'' e nessa preguicinha boa de domingo, nada como conhecer os novos livros que estão vindo por aí. Novidades da Editora Gente & Única Editora
Confiram:


O que vale é a intenção - Mallika Chopra

Incrível - Sara Benincasa
- SKOOB;

Tudo que você precisa saber sobre a Mitologia - Kathleen Sears 

Tudo que você precisa saber para ser promovido - Geoffrey James

E aí, pessoal, gostaram dos lançamentos? 
Quais vocês adicionaram a sua listinha de desejados? 
Neste mês, meus preferidos são Incrível e Tudo que você precisa saber sobre Mitologia!
C.O.M.E.N.T.E.M.

[RESENHA]: A Vida Secreta das Abelhas - Sue Monk Kidd

Olá, lindxs, 
Tudo bem?!

SKOOB - Editora Paralela
Leia um trecho
Hoje, apresento a resenha de um best-seller internacional já adaptado ao cinema e que ganhou meu coração: A Vida Secreta das Abelhas. 
O livro foi escrito pela norte-americana Sue Monk Kidd, que também escreveu A Invenção das Asas, que eu já li e resenhei. Leia aqui.
Meu segundo contato com a escrita da autora não poderia ter sido mais prazeroso. Sou fã convicto de sua literatura e anseio por mais publicações. 

A Vida Secreta das Abelhas, acompanha a vida da doce Lily, uma menina branca e infeliz que vivia numa fazenda de pêssegos com seu pai autoritário e rabugento. Desde a perda de sua mãe, Lily sempre foi alvo de severos castigos impostos por aquele que deveria lhe devotar carinho e por isso, muitas feridas foram abertas em sua alma. O mais próximo de um carinho materno que ela recebe vem da negra Rosaleen, uma serviçal que cuidava dos afazeres domésticos. 

A obra é ambientada em meados da década de 60, quando os Estados Unidos viviam o auge de seu Apartheid, ou seja, havia uma discrepância entre ser branco e ser negro. Uns possuíam direitos, enquanto outros eram relegados à margem da sociedade. A relação entre brancos e negros não era bem-quista e motivados por um falso pilar de superioridade, os brancos não perdiam oportunidades para menosprezar os negros. 

Lily, cansada de sofrer os árduos castigos impostos por seu pai e Rosaleen, estafada de ser humilhada pelos brancos, se unem e decidem largar a pequena cidade onde residem para alçar voos maiores em busca de um espaço onde poderão viver tranquilamente. Por coincidência do destino e motivada a encontrar respostas sobre sua falecida mãe, Lily é levada ao município de Tiburon na Carolina do Sul e encontra moradia na casa das irmãs Boatwright, três mulheres fortes, negras e distintas que vivem graças a extração de mel.

May, June e August as recebem de braços e corações abertos e gradativamente, Lily vai sendo inserida no dia-a-dia de uma fazenda apicultora e descobre detalhes importantes acerca da vida de sua mãe e detalhes importantes sobre a cultura daquelas mulheres que lhes acolheram. O modo sincero como a cultura negra é retratado pela autora em seus livros me fascina, uma vez que ainda é raro encontrarmos protagonistas negros ou obras que os tratem com a igualdade necessária. 

Uma peculiaridade das personagens ''Kiddianas'' transcorre do fato de que elas se auto-descobrem. Nos dois livros da autora que tive oportunidade de ler, ela concede o protagonismo a "mulheres negras". Dois grupos que possuem um passado segregacionista no qual permaneceram na inferioridade por décadas e ainda hoje, lutam por conseguir equiparação politico-social. Suas personagens se flagram pensando em como são imperfeitas, hipócritas, e  como seus defeitos são os mesmos que elas repudiam (veja o quote abaixo).

A autora cria personagens com preconceitos arraigados e sua busca para desprender-se deles. Essa escrita ácida e crua é um recurso narrativo digno de aplausos.
Em suma, a Sue Monk Kidd confere ao povo afro-americano, um protagonismo que por séculos lhe foi renegado.
"T. Ray (pai da Lily) achava as pessoas de cor pouco inteligentes. Como quero dizer a verdade, incluindo as piores coisas, confesso que eu achava que podiam ser inteligentes, mas não tanto quanto eu, que era branca." (p. 63)
Além disso, a rotina da fazenda permite que a autora crie uma série de metáforas ao relacionar a vida das abelhas com a vida da Lily. Durante a narrativa o leitor tem a oportunidade de conhecer várias curiosidades sobre esses insetos tão importantes para a natureza e como eles possuem um modo peculiar de se relacionar, assim como a jovem Lily. Esta é uma clássica histórica sobre a força feminina, numa sociedade machista e sobre a força negra, numa sociedade racista. 
"Adorei a ideia de as abelhas terem uma vida secreta, como a que eu estava vivendo." (p.114)
Como disse anteriormente, a parte fictícia se relaciona coerentemente com o passado social norte-americano, ao passado em que representa as tentativas da sociedade negra em angariar direitos e oportunidades e a luta dos brancos, em impedir que isso se efetivasse. No livro, há uma mudança no cenário social, uma vez que os negros passam  almejar sonhos que antes lhes eram privados. Eles começam ver que é possível ter aquelas ambições e que restringi-los disso é inadmissível. Paira na atmosfera local o sonho utópico de direitos e oportunidades igualitárias, ou seja, a esperança de um futuro.
"Nós não podemos pensar em mudar a cor da nossa pele. É preciso mudar o mundo, é assim que devemos pensar." (p. 164)
Outro livro da autora!
Clique aqui para ler a resenha!
A evolução das personagens ao longo a narrativa e o modo como as reflexões acometem o leitor, tornam esta obra uma essencial leitura. Mais uma vez, a Sue Monk Kidd consegue me apresentar uma história sagaz e intensa, de força e superação, na qual, ficção e realidade andam de mãos dadas. 

Em cada início de capítulo há uma curiosidade sobre o mundo secreto das abelhas e são informações fascinantes! Além disso, apesar de já ter sido lançado no Brasil anteriormente, esta nova edição possui uma capa que obedece ao projeto gráfico de outro livro da autora. Como sou um pouquinho perfeccionista, simplesmente adorei <3 
Não encontrei erros gramaticais ao longo da leitura e senti que a fonte está impressa num tamanho um pouquinho menor, mas não dificulta a leitura! Além disso, vocês podem procurar o filme homônimo. Ainda não assisti, mas o farei assim que tiver oportunidade. 

A Vida Secreta das Abelhas é um livro que deveria ser lido por todos, principalmente os racistas e machistas, ao passo em que já se passou da hora de colocar um ponto final em toda forma de preconceito. Entre um branco e um negro NÃO HÁ UM SUPERIOR E UM INFERIOR. Somos todos iguais; merecemos direitos e oportunidades iguais. E se você não concebe desta ideia ou aceita essa verdade: procure um tratamento psicológico, por favor! 
AVALIAÇÃO GERAL: 

E aí, pessoal, o que acharam do livro? E da resenha? 
Não deixem de ler esta obra e nem de comentar. Sua opinião é muito importante!!

[LANÇAMENTOS]: Companhia das Letras

Lindxs, 
Como estão? 

Primeiro semestre do ano quase acabando e eu ainda não li nem metade do que gostaria de ter lido. E para completar o meu desespero, a Companhia das Letras não para de adicionar livros na minha infindável e quilométrica fila de leitura. 
Com tanta qualidade em suas publicações, fica difícil escolher apenas um. Não concordam?


Do que é feita uma garota - Caitlin Moran
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)

A Rainha Vermelha - Victoria Aveyard
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)

O Gigante Enterrado - Kazuo Ishiguro
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)


O Império de Ferro (Infinity Ring #7) - James Dashner
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)

After: depois do Desencontro - Anna Todd 
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)

Esperança - Mary Jordan & Kevin Sullivan
Saiba mais: (sinopses, informações e vendas)

E aí, pessoal, o que acharam? 
Estão namorando quais destes lançamentos? Não deixem de comentar!! 

[LANÇAMENTOS]: Editora Gente & única Editora

Olá, pessoal, 
Tudo bem?! 

Prontos para adicionarem mais alguns livros maravilhosos a nossa interminável meta de leitura? Sim ou claro? Os novos títulos trazidos pela Editora Gente e Única (parceiras do bloguito) prometem agradar um vasto público. Que tal conferirmos? 

* 20 e poucos anos - Linda Papadopoulos 

* Meu refúgio perfeito - Adriana Marto

* O Plano de Deus - Padre Fernando Tadeu

* Jackaby - William Ritter

* O Poder da ação - Paulo Vieira, PhD

* O Beijo de Chocolate - Laura Florand 

E aí, pessoal, quais livros vocês mais gostaram? Confesso que estou muito empolgado com Jackaby e Meu refúgio *-* 
Não deixem de comentar! 

[RESENHA]: Flores da Ruína - Patrick Modiano

Olá, pessoal, 
Tudo bem?! 
Grupo Editorial Record - SKOOB -
Leia um trecho
Hoje, trago a resenha sobre outro livro do Patrick Modiano, que eu li recentemente. Desta vez, apresentarei as minhas impressões acerca de Flores da Ruína. Esta obra acrescidas de Remissão da Pena (resenha) e Primavera de Cão são histórias independentes mas formam a "trilogia essencial" da obra deste consagrado autor. 

Nesta trama, nota-se a presença de várias características da escrita do Modiano, concernentes as suas outras obras como lembranças, memórias constantes sobre a família, seu irmão e sua infância, bem como a reconstrução de trajetos, locais e ambientes que marcaram sua vida em Paris. A narrativa em primeira pessoa permite que o narrador una traços autobiográficos a sua ficção de um modo brilhante. 

Em Flores da Ruína, acompanhamos um personagem determinado a a descobrir o que houve no dia 24 de abril de 1933, quando um casal cometeu suicídio num apartamento de Paris. Em busca de respostas, o personagem do Patrick busca reconstruir a história deste cônjuges e encontrar respostas que expliquem essa morte repentina e inexplicável. Nesta jornada, muitas perguntas são lançadas e cada resposta lança uma nova pergunta. 

Neste caminho de incertezas, a história do casal parece se cruzar com a história do próprio personagem de modo direto ou indireto. Todavia, o foco da obra não é o suicídio em si, mas como através desta tragédia, o autor consegue trazer uma série de memórias e lembranças imprescindíveis para a sua vida e como suas memórias apontam para um passado tão marcante. 

A literatura do Patrick Modiano torna-se evidente: autobiográfica e rica em memórias. Estas duas características permitem que o leitor conheça o autor em sua verdade; aquela em que as lembranças não são e nem podem ser desprezadas numa escrita em que ficção e realidade sem entrelaçam com êxito. Em pouco mais de cem páginas, o autor consegue elucidar uma série de reflexões.

A leitura de Flores da Ruína foi ainda mais agradável que a leitura de Remissão da Pena e por isso, estou muito ansioso e com altas expectativas para a leitura de Primavera de Cão. 
Patrick Modiano foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 2014 e foi ganhador de diversos outros prêmios na França, como o Goncourt e o Grand Prix du Roman da Academia Francesa.

AVALIAÇÃO GERAL:

Espero que vocês tenham gostado!
Não deixem de comentar (=

[RESENHA]: Remissão da Pena - Patrick Modiano

Olá, pessoal. 
Tudo bem? Espero que sim!
Grupo Editorial Record - SKOOB

Patrick Modiano é um consagrado escritor francês, cujo talento foi mundialmente reconhecido em 2014 com o Prêmio Nobel de Literatura. O autor possui mais de trinta volumes publicados em vários países do mundo e o Grupo Editorial Record fez a publicação de três obras, aqui, no Brasil. Como sou parceiro do catálogo literário da editora, pude solicitar e conhecer o trabalho deste escritor. 

Meu primeiro contato com a sua literatura se deu através da obra: Remissão da Pena. Em suas pouco mais de 120 páginas, o livro nos apresenta uma trama autobiográfica que remonta ao passado e mais especificamente, à infância de Patrick e de seu irmão no período após a Segunda Guerra Mundial. Através de fragmentos de memórias, o autor tenta refazer rotas que marcaram a sua infância e relembrar momentos marcantes, contextualizando-os com os fatos descobertos quando adulto. 

Patrick e seu irmão (cujo personagem não tem seu nome revelado), são cuidados por algumas amigas de seus pais enquanto estes não podem realizar esta função. Neste lar desconhecido, pouco a pouco, os irmãos Modiano vão tendo a chance de conhecer quem são aquelas mulheres que os acolheram. Quem seria a Branca de Neve? Por que a Hélène manca de uma perna? O que faz de Mathilde uma pessoa tão ranzinza? E a doce Annie, por que não larga do seu 4cv? 

Gradualmente, eles juntam algumas peças do quebra-cabeça a fim de entender a realidade daquele grupo de mulheres que sempre recebe alguns homens em sua residência, seja durante o dia ou a noite. Com isso, os meninos aproximam-se das personagens ao mesmo tempo em que brincam, descobrem o mundo, estudam, andam de conversível, escutam o rádio, leem e caminham pela rue du Docteur-Dordaine.

Nesta narrativa, percebe-se um clima gélido, típico do inverno francês, aliado da solitária infância destas crianças e este clima, faz com que o leitor sinta-se banhado pelo passado e pelas memórias. Além disso, há uma atmosfera lúgubre, no qual as incertezas pairam no ar; até quando eles viveriam sob os cuidados destas mulheres? Quando seus pais retornariam? Aliás, eles retornariam um dia? 

Remissão da pena é um relato sinuoso; uma coletânea de ricos fragmentos de memórias que permitem compreender o ser humano em sua essência, a Paris do período pós-guerra e as transformações do mundo no século XX.
Uma leitura linear, calma e aconchegante.
AVALIAÇÃO GERAL: 

Espero que tenham gostado da resenha e não deixem de comentar [;

[RESENHA]: A Cidade Murada - Ryan Graudin

Lindxs, 
Espero que estejam bem! 

Como é bom retornar ao meu cantinho e poder compartilhar com vocês as minhas impressões literárias. Como é bom ter um tempinho para escrever e falar de livros. Como sinto saudades :'(
Enfim, estou um pouco ausente por conta das excessivas demandas da faculdade! Amo o bloguito, mas a minha formação profissional é prioridade! #MedicinaÉMinhaVida <3

Editora Seguinte - SKOOB
Hoje, quero falar com vocês acerca de um livro que me deixou eufórico, atônito, agoniado, angustiado, entusiasmado e terrivelmente envolvido. Estou falando de A Cidade Murada, escrito por Ryan Graudin e publicado pela Editora Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. Recebi a prova antecipada da obra e conclui a leitura recentemente.

A Cidade Murada nos permite contextualizar o passado e o futuro, o real e o fictício, uma vez que utiliza de um plano de fundo real, como subsídio para compor uma estória. Em outras palavras, este livro apresenta uma cidade chamada Hak Nam, dominada pela pobreza, carência e criminalidade, baseada na cidade murada de Kowloon, em Hong Kong, a maior favela vertical do mundo (demolida em 1990).

A obra possui um viés de representação da cultura oriental e acompanha a vida de Dai, um garoto que está imerso na cidade murada sem poder sair de lá; Jin, uma garota que finge ser menino para sobreviver e poder se embrenhar no sistema corruto do local objetivando encontrar a sua irmã Mei Yee, vendida por seu pai para um bordel. Três personagens fortes, delicados e marcantes. Três histórias que se embrenham umas nas outras e no contexto de Hak Nam.

O caminho de Dai e Jin se cruzam e dali, nasce uma amizade por conveniência que evoluirá para a lealdade entre dois amigos verdadeiros. E essa aproximação faz com que Jin esteja cada vez mais perto de encontrar sua irmã. 
Meus amigos, só posso dizer uma coisa: esta obra é muito envolvente! Desde o começo da trama, eu estava imerso nesses "perrengues pessoais das personagens" e ficava ansioso por encontrar o desenrolar dos fatos. 

Há muita ação, violência, vingança, questões envolvendo o tráfico de drogas e todo um retrato de uma sociedade não muito distante da nossa. Além deste contexto de criminalidade, marginalização e luta para sobreviver, a obra tece alguns comentários ácidos e críticos com o intuito de gerar uma reflexão.
Nesse sentido, cabe salientar a presença de um teor de banditismo social, uma vez que as personagens entram para o mundo do crime por não possuírem oportunidades dignas de sobreviverem neste ambiente e também de determinismo social, no tocante a formação de personalidade dos sujeitos de acordo com o meio em que este está inserido.
Este é um livro juvenil, literário e contextualizado com a atualidade. 

São 400 páginas devoráveis rapidamente! Este é mais uma obra que engrandece o catálogo da Editora Seguinte e este ano de 2015 promete ser de muito sucesso para a Editora. 
Estou mega ansioso por mais livros da Ryan Graudin e espero que eles sejam publicados aqui no Brasil. 
Não avaliarei a diagramação da obra, uma vez que tive contato com a prova antecipada, mas a narração se desenvolve pela ótica dos três personagens e seus relatos são muito instigantes e inquietantes!
AVALIAÇÃO GERAL: 

Espero que esta resenha ainda possua a essência de minha escrita. Confesso que já faz um tempinho que não me dedico a resenhar nenhuma obra e espero que esta trama e obra tenham lhes cativado! :) 
Não deixem de comentar o que acharam! 

[ENTREVISTA]: #10 - F. M. L. Pepper

Olá, lindxs, 
Tudo bem com vocês?! 

Como está o coração dos vestibulandos? Estão com expectativas de que conseguirão suas vagas? Só posso dizer que as notas de corte do sisu, me esquartejaram! Consigo ser aprovado em 37 faculdades federais de Medicina, das 70 disponíveis, EXCETO NA ÚNICA FACULDADE LOCALIZADA ONDE PODEREI RESIDIR. 
As ironias da vida começaram pegando pesado nesse ano de 2015. Enfim, espero que estejam melhores que eu! :)

Por conta desse período de turbulência, nem vinha conseguindo me dedicar ao blog, mas espero que pouco a pouco, eu venha estabelecendo uma nova rotina aqui no GeraçãoLeitura.com
Peço a compreensão de todos. 

Hoje, quero apresentar uma nova entrevista com uma das autoras nacionais que mais se destacaram no mercado editorial brasileiro nos últimos anos e que este ano, terá seus livros publicados em versão física. 
Estou falando da F. M. L. Pepper, uma pessoa extremamente atenciosa e que concedeu uma entrevista super interessante ao blog. 

Divirtam-se!
“Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar.”

Ser apaixonada por leitura não ia de encontro à minha origem. Vinda de uma família humilde, não tive acesso a livros de ficção no decorrer de minha infância. Eles eram caros e meus pais esforçavam-se por comprar os estritamente necessários (e chatos!), tais como: matemática, física, química etc.
Tive que deixar minha paixão pela leitura de lado e começar a trabalhar desde cedo. O tempo se esvaía, como água entre os dedos, e não me sobravam minutos para os sonhos.
Porém, a mesma vida que me fez mudar de direção, deu uma guinada em sua trajetória e me colocou face a face com meu antigo e fulminante amor: os Livros de Ficção, mais especificamente, os livros infanto-juvenis. Workaholic assumida, vi meu mundo ficar de cabeça para baixo quando meu médico disse que estava grávida, mas que era uma gravidez de risco e que teria que ficar de repouso durante os nove meses, caso realmente quisesse segurar o bebê em meus braços. De início, achei o máximo ficar algumas semanas sem fazer nada, só comendo besteiras e vendo todos os programas da televisão (que nunca tive a oportunidade de assistir!). Mas, os dias foram passando e, com eles, a minha paciência se esgotando. Após um mês deitada, comecei a ficar nervosa e estava a um passo da depressão quando meu marido (e nas horas vagas, meu super-herói) entrou em ação. Vou me recordar até os últimos dias de minha vida quando ele chegou em casa carregando um presente envolto num lindo embrulho e disse com um sorriso travesso nos lábios:
"Você já dormiu demais. Está na hora de começar a sonhar."
Abri o pacote e lá estava o meu grande amor piscando para mim: um livro de ficção. E era infanto-juvenil!
Bom, dali em diante, devorei quantidades absurdas deles. Não sei se vale a pena dizer, mas eu li quase 100 livros em menos de um ano. Loucura, não? Mas é a pura verdade. O resto são detalhes. E aqui estou eu...

1) Seus livros foram publicados inicialmente através de uma plataforma virtual e logo se tornaram queridinhos do público, alcançando muitos fãs. Em algum momento você esperou que teria todo esse sucesso e carinho entre seus leitores?
Nunca!!! Eu apenas queria dividir minha história fantástica com outras pessoas, e, quem sabe, fazer dela uma ponte para novas e inesquecíveis amizades. Entretanto, sempre soube que escrevia algo com amor, com paixão, arrebatador. E, fora o milagre de Deus, acho que foi esse o segredo do meu sucesso.

2) Em 2015, a Editora Valentina estará publicando sua trilogia. Ouso dizer que a campanha #NãoPareNoPapel, na qual eu também participei, teve um papel fundamental para que isso se tornasse realidade. Como se sentiu ao ver essa campanha sendo realizada e como foi saber que ela conseguiu seu objetivo?
Feliz demais! Até porque eu nunca pedi nada. Foi um “presente-surpresa” que vários blogs fizeram para mim ao saberem a época do meu aniversário. Foi emoção pura. Aí é que está! Acho que deu certo porque nunca tive o objetivo de publicar os livros no papel. Acabei me dobrando porque os meus leitores pediam desesperadamente. Já havia recusado a oferta de 2 editoras famosas porque queria continuar a ser a “dona” dos meus livros digitais. A Editora Valentina me ganhou quando aceitou minha proposta do contrato híbrido, onde ela detém os direitos impressos e eu sou dona da versão digital.

3) Como fica o coração nesses meses que antecedem a publicação dos livros? Muita ansiedade e expectativa?
Muuuuuuuuuuuuuuita emoção, insônia e felicidade!!! J

4) Você começou a publicação no meio virtual e é um dos caminhos “mais fáceis e baratos” para conseguir um espaço, haja vista a dificuldade na publicação e o alto custo, no Brasil. Quais suas expectativas para o cenário literário nacional para os próximos anos? E como você define a importância do meio virtual e publicações independentes?
O mercado nacional está crescendo muito graças a esse tipo de publicação e o Brasil começa a mostrar a nova safra de escritores tão competentes quanto os estrangeiros ( e que apenas não tinham a chance de aparecer) !  Acredito que dentro de 5 anos o cenário será completamente diferente e  literatura nacional estará “ bombando”.  A autopublicação libera o autor da persistência e da "sorte" de ser escolhido por uma editora, mas exige que ele invista no próprio marketing e na qualidade do seu trabalho. 

5) Não Pare!, Não Olhe! e o tão esperado Não Fuja! tem uma legião de leitores fiéis, que acreditaram no potencial das obras e a adoram. Como surgiu a ideia para escrever essa trilogia e como foi o amadurecimento da história entre o primeiro livro e o desfecho da trama?
A ideia surgiu enquanto eu lia o livro “A menina que roubava livros”, de Markus Zusak, e que era narrado pela morte. À medida que ela ia contando a história, eu ficava imaginando como seria se a própria ceifeira tivesse sentimentos... Então a ideia da “morte” se apaixonar pela pessoa que ela teria que matar começou a latejar em minha mente. A partir daí, os desdobramentos da história surgiram natural e progressivamente. Comecei a escrevê-la em 2010 e continuo até hoje! Por ser uma trilogia, acho que acabei me empolgando demais... rsrsrs

6) Quais são suas inspirações para escrever? Tem algum autor como referência? E, em sua opinião, qual peculiaridade ou característica de suas obras fizeram com que elas fossem tão bem recebidas e elogiadas?
São muitos os autores que me inspiraram a minha escrita, entre eles: Margareth Mitchell, Jane Austen, Ernest Hemingway, J.K. Rowling, J.R.R. Tolkien, Agatha Christie, Audrey Niffenegger, Suzanne Collins, entre tantos outros que não me recordo no momento.
PING PONG
Um lugar? Nova York;

Uma comida? Feijoada;
Uma pessoa? Deus;
Um sonho? Minha trilogia virar filme;
Um medo? Doença;
Uma frase? Acredite no sonho;
Uma qualidade? Determinada;
Um defeito? Ansiosa.

  • 5 coisas sobre a Pepper pela visão da própria Pepper:
  1. Elétrica;
  2. Honesta; 
  3. Amorosa; 
  4. Fiel; 
  5. Feliz.
Despedida: (tudo que é bom, dura pouco)

"Minha mensagem para os leitores e fãs é a de sempre: a distância entre o sonho e o sucesso depende apenas do caminho que decidir tomar. Foque nos seus objetivos e não desista dos seus sonhos porque, se você não lutar com paixão, serão os seus sonhos que desistirão de você.
Milhões de beijos e não deixem de conferir a trilogia nacional que vem arrebatando os corações de legiões de fãs."
F. M. L. Pepper || Facebook || Site oficial

E aí, pessoal, o que acharam da entrevista? A Pepper é super fofa, né? Adorei entrevistá-la; Desde já, agradeço-a pela disponibilidade em conceder esta entrevista aos meus leitores e espero que tenham gostado. Não deixem de comentar ( : 

[RESENHA]: A Garota Que Eu Quero - Markus Zusak

Olá leitores, como vocês estão?

Dessa vez venho resenhar para vocês “A Garota Que Eu Quero” escrito por Markus Zusak, o autor do best-seller “A Menina Que Roubava Livros”. A obra foi publicada no Brasil pela Editora Intrínseca e é precedida por críticas positivas em países como os Estados Unidos e a Austrália. Assim sendo, tive meu primeiro contato com esse livro numa livraria física e gostei bastante da fotografia da capa e a sinopse me fez comprar e ler compulsivamente a obra de Zusak.

O livro “A Garota Que Eu Quero” é narrado por Cameron Wolfe, um adolescente que se descreve como tímido ao extremo, introspectivo, perdedor e com baixa estima. Cameron vive com sua família constituída de dois irmãos, uma irmã e seus pais.

O protagonista tem maior contato com seu irmão Rube, um conquistador nato e irresistível para o sexo oposto; Cameron, por sua vez, nunca teve relações amorosas com garotas e expressa tal desejo através das metáforas poéticas que escreve e são expostas entre cada capítulo do livro. Mediante a leitura das poesias e dos capítulos seguintes do livro, percebe-se que Cameron possui uma certa “inveja” do seu irmão por ter tantas garotas a seu dispor e ele nunca ter tido a oportunidade de amar verdadeiramente alguém; o mais próximo que Cam entendia de relacionamentos era sua rotina de vigiar a frente da casa de uma garota por quem ele desenvolvera um amor deturpado.

O livro segue um ritmo letárgico até que Cameron passa a nutrir uma paixão por Octavia Ash, a atual e linda namorada de Rube, além de um forte desejo por mudança de vida. Sonhando com a paixão “proibida”, entre dias tediosos de trabalho com o pai e treinos de box com Rube, Cameron recebe a notícia que sempre se ouve de Rube e seus relacionamentos: “eu e minha namorada não estamos indo bem, acho que vamos terminar”. Com a afirmação de seu irmão, Cameron não entende como alguém pode querer terminar com uma garota tão bonita, peculiar e legal como Octavia (Cameron sempre reforça o fato de como ela é diferente das outras garotas).

A narrativa segue descrevendo, basicamente, a rotina dos Wolfe até que Rube, finalmente, termina com Octavia e dois acontecimentos seguintes transformam a narrativa completamente e, por fim, mostram como Cameron dentro de sua timidez, solidão e talento poético é um grande indivíduo com uma personalidade e psique admirável.

Finalmente, vê-se que Zusak escreve um livro satisfatório com uma narrativa que envolve moderadamente o leitor, tal fato pode ser explicado, pois a história faz parte de uma trilogia publicada pela Bertrand Brasil ("O Azarão" e "Bom de Briga) e o terceiro (“A Garota Que Eu Quero”) foi publicado, como se fosse apenas uma história isolada, pela Intrínseca; por isso pode ser que a obra sozinha possa atrair e entreter pouco o ledor. Dessa forma, devo confessar que esperava mais da narrativa, achei que ela foi pequena (170 páginas, apenas) e terminou de forma súbita, no entanto é um livro que merece ser lido por conta da amizade entre irmãos e pelo amor que existe dentro de uma família e é passado com verossimilhança na narrativa, além do excelente vocabulário das poesias de Cam.


Já no que diz respeito sobre os aspectos físicos do livro, a Intrínseca publicou um edição comum sem grandes detalhes. A capa foi impressa com um material de capa fosco e com boa gramatura (um dos materiais que eu mais gosto em capas de livro) além da bela fotografia e o texto conta com páginas de pólen amarelo que são ideais para uma leitura confortável.

-Recomendo o livro para quem gosta do estilo de escrita de Markus Zusak e deseja ter acesso a um livro leve e de leitura rápida e fácil.

AVALIAÇÃO GERAL:


Beijos e um forte abraço a todos. Comentem o que acharam da resenha e se pretendem ler o livro de Zusak.
Também quero saber se ganharam muitos livros de Natal ;)
Atenciosamente, Jonh.
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