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[RESENHA]: Fragmentada - Teri Terry

Lindxs, 
Como estão? 

Hoje é feriado no meu estado lindo: Bahia. 02 de julho é o dia em que se comemora a independência deste estado lado; dia de relembrar o passado e homenagens àqueles que lutaram. De qualquer forma, como estou de greve (infelizmente), é como se todo dia fosse um feriado. Pelo lado positivo? Posso ler tudo que os primeiros meses de faculdade me impediram. 
E por isso, irei lhes apresentar a minha resenha sobre uma distopia: \ô/ amo distopia \ô/
SKOOB - Editora Farol Literário

Fragmentada, segundo volume da trilogia Slated, escrita por Teri Terry e publicado pela Editora Farol Literário, parceira do blog! 
O primeiro volume é chamado de Reiniciados e nos apresenta uma sociedade administrada por um regime ditatorial, marcada por um passado de repressões e punições a quem clamava e lutava por mudanças. Jovens foram castigados e tornaram-se reiniciados, pessoas que tiveram suas memórias e lembranças apagadas e tornaram-se fantoches, cujas emoções são controladas impedindo-os de se rebelarem novamente. (Leiam minha resenha na íntegra, clicando aqui.)

Diante dos acontecimentos finais do primeiro volume desta trilogia, Kyla, nossa protagonista, vê-se diante de uma trágica notícia: uma parte importante de sua vida sumiu! E como superar essa perda quando seu coração anseia por respostas?  E o que fazer quando a vontade de fazer algo é maior que o medo de continuar na inércia? A mente reiniciada de Kyla se vê presa nessas questões conflituosas e de difíceis escolhas. 

Nesse cenário de incertezas, a jovem percebe cada vez mais o quão diferente ela é dos outros reiniciados. Entretanto, quais poderiam ser as explicações para isso? E como encontrar respostas sabendo da iminência de ser castigada apenas por ser diferente daquilo que se espera dela? 
Lanço todas essas perguntas para que você, enquanto leitor da obra, perceba os receios e medos da protagonista nessa perspectiva desoladora. 

Os pesadelos e lembranças da antiga Kyla tornam-se cada vez mais constantes, seu nivo apresenta algum defeito e isso, aliado ao surgimento de novos personagens, permite que o leitor conheça um pouco mais dos motivos que levaram a Kyla a ser reiniciada e eu achei isso muito intrigante e envolvente. A narrativa ágil e tensa da Teri Terry causa uma aflição comedida no leitor e é impossível não devorar Fragmentada. 

Saiba mais
Além disso, um personagem torna-se protagonista e portador de algumas respostas importantes para a Kyla compreender as jogadas políticas em curso, o passado daquela sociedade e a busca por aquela parte do coração da jovem. E cabe salientar que os Lordeiros, polícia local e que controla possíveis ameaças ao governo, mostra-se cada vez mais imbatível e efetivo na eliminação das opiniões contrárias. Há uma ditadura; manifestar é perigoso; e a repreensão, intensa! 

Fragmentada é uma continuação ainda mais efervescente e que gera uma série de dúvidas e teorias para o volume subsequente! Esta é uma trilogia incrível e que envolve o leitor de tal modo que é impossível não se abalar com as revelações do livro. O volume final desta trilogia é Despedaçada e já foi publicado, graças a Deus. 

A edição está impecável. A capa é lindíssima e adoro todo o projeto gráfico da Editora. A fonte encontra-se num tamanho confortável para a leitura e o espaçamento também. Não encontrei erros gramaticais.
AVALIAÇÃO GERAL:

Espero que tenham gostado! 
Não deixem de comentar!! 

[RESENHA]: Mundo Novo - Chris Weitz

Olá, lindxs, 
Tudo bem?!

Editora Seguinte - SKOOB
Hoje, apresento-lhes a resenha de uma distopia que li no finalzinho de 2014 e que me agradou, apesar de alguns mínimos detalhes. Estou falando de Mundo Novo, escrito por Chris Weitz e publicado pela Editora Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. 
Eu sou fã confesso de distopias e pela primeira vez, me decepcionei um pouco com a leitura de um livro do gênero em epígrafe!

Bebê, criança, adolescente, adulto, idoso! Naturalmente, esta seria a ordem cronológica das fases da vida de um ser humano qualquer. Envelhecer é a palavra de ordem. No entanto, o que aconteceria se toda a população mundial fosse extinta, restando-lhes apenas os adolescentes?! Como seria a organização de uma sociedade composta apenas por pessoas contendo entre 12 e 18 anos?! Pensou que seria uma bagunça? Você acertou.

Em Mundo Novo, a população foi dizimada por um ataque viral e os únicos sobreviventes são os adolescentes, todavia, eles são apenas portadores da imunidade, uma vez que ao transpor a maioridade, os sintomas da Doença se manifestam e esse quadro resulta no óbito. Nesse ínterim, pode-se inferir que a humanidade padece à mercê da provável extinção de sua espécie. 
"Algumas pessoas morrem aos dezoito anos, algumas mais cedo, outras mais tarde. A gente realmente nunca sabe. Tem algo a ver com os hormônios. Algo que nós temos, e as crianças pequenas e os adultos não; é o que nos protege. Mas devemos ser hospedeiros, porque quando você atinge a maturidade, o troço é ativado. Maturidade física, digo. Se você não morresse até atingir a maturidade emocional, os caras iam viver para sempre". (p. 36)
Com o fim da organização nata dos adultos, a sociedade juvenil precisou se adequar. Restando-lhes apenas adaptar-se as diferenças do mundo, os adolescentes passaram se agrupar em tribos ou gangues e com isso, passaram a obter e conviver com os poucos recursos existentes. Com os recursos naturais e energéticos também beirando a escassez, seus detentores precisavam se militarizar para defender e garantir sua sobrevivência. Por conta disso, instaura-se um clima violento e adolescentes precisam exercer ações diplomáticas ou embates físicos para assegurar sua sanidade física e psicológica; além da proteção de suas residências, de sua água, alimentos e amigos. 

A obra acompanha uma tribo que habita o que restou da cidade de Nova York. Esta tribo é liderada por um inexperiente, Jefferson, um rapaz que acaba de perder seu irmão para a Doença e que possui uma paixão doentia pela Donna. Em seu início na árdua tarefa de governar uma tribo, ele percebe que os recursos definham dia após dia, enquanto a violência além das fronteiras alcançam patamares exorbitantes! 

Motivados por uma fagulha de esperança criada pelo nerd Crânio, eles decidem sair do conforto de seus lares para embarcar numa jornada em busca de uma suposta cura, uma vez que suas vidas estão fadadas a findarem aos 18 anos. O tempo corre contra a raça humana e nessa aventura, eles serão exigidos ao limite, devendo manter a sanidade nas situações mais difíceis e sabedoria para lidar com as diferenças do mundo novo.

A caracterização das personagens está muito bem feita; todos os caracteres que definem um adolescentes fazem-se presentes, apesar da turbulência da sociedade. Sem deixar este tom ácido e petulante típico dos "aborrecentes" de lado, o Chris conseguiu encontrar espaço para desenvolver um romance com todas as nuances juvenis, receios, medos, inseguranças, primeiro beijo e etc. Além disso, ele conseguiu representar com sensatez como foi precoce o amadurecimento destes jovens e como eles tiveram de se adaptar as atuais condições para poderem sobreviver. 

Nesta jornada, eles encontrarão uma série de perigos e muitas cenas de ação são narradas com detalhes fidedignos. Saliento que alguns leitores podem se incomodar com a constante perspectiva de adolescentes estarem portando armas de fogo, uma vez que esta foi um fator que me fez perder o interesse na trama. Toda essa violência instaurada é tratada com muita naturalidade e por conta disso, causa certo incômodo.


Além disso, eu confesso que demorei a engrenar na leitura, por motivos desconhecidos. Como diriam alguns BBB's, "foi pura questão de afinidade". Não me senti tão fisgado pela trama, porém ao fim da leitura, confesso que o saldo foi positivo. Estou ansioso pela leitura do segundo volume, porque os fatos finais de Mundo Novo conseguem prender a atenção e deixar o leitor sem ar e surpreso. 
Devo mencionar que um dos grandes pontos positivos da obra, recorre das descrições de locais de Nova York, como hotéis, o Central Park, o metrô e etc.

A narrativa do Chris Weitz é bastante fluida e poderia ter findado o livro mais rapidamente. Eu queria ter gostado mais de Mundo Novo, porém não consegui gostar tanto. É contraditório sim, porém acredito que o problema reside no momento em que li o livro. Talvez numa outra época, eu leia e goste bem mais. A trama é narrada pelo Jefferson e pela Donna, sendo que as vozes narrativas são muito distintas entre si e a Editora Seguinte diferenciou as fontes entre os personagens. 

Eu odiei esta capa num primeiro momento (#ProntoFalei), entretanto, após tê-la visto em mãos, meu julgamento se mostrou precipitado. É uma capa bonita sim, condizente e coerente com o livro. Além disso, esta coloração fluorescente torna o livro ainda mais bonito. Não encontrei erros gramaticais no decorrer da trama e o tamanho da fonte é bastante confortável para a leitura! 

Eu recomendo esta leitura para todos que gostem de tramas adolescentes e de livros distópicos, sem deixar de lado, uma nuance científica e biológica!
AVALIAÇÃO GERAL:

E aí, pessoal, o que acharam?
Não deixem de comentar e um feliz São João!!

[RESENHA]: A Formatura - Joelle Charbonneau

Lindxs, 
Como estão?! 

SKOOB - Editora Única
Recentemente concluí a leitura de mais uma trilogia distópica envolvente e que deixará muitas saudades. O encerramento de uma série é sempre carregado de um sentimento dúbio de alívio e solidão. Em A Formatura, desfecho da trilogia O Teste, escrita por Joelle Charbonneau e publicado pela Editora Única, as personagens mostram-se feridas, dispostas a tudo por aquilo que defendem e acreditam. Sem dúvidas, uma obra que finaliza com êxito uma trama inesquecível. 

Não farei um resumo sobre os livros anteriores, todavia vocês podem encontrar as resenhas deles clicando: O Teste (leia aqui) e Estudo Independente (leia aqui). 

Malencia Vale tinha o sonho de ajudar a Comunidade Unida a se reerguer após a destruição causada por guerras do passado e para isso, foi selecionada pelos organizadores do Teste para ter a honra de lutar por um motivo tão nobre: ajudar na reconstrução de seu país através de seu estudo. 
Ingênua e motivada, Cia foi conhecendo as engrenagens deste sistema e percebendo que nem tudo era saudável como se esperava. 

Gradualmente, nota-se características adversas deste sistema ora rico em esperanças e ora rico em falhas. Em quem confiar? Quem ter como aliado? Em meio a tantas incertezas, Cia e seus amigos têm mais perguntas do que respostas e numa iminência de guerra civil e revoltas populares torna-se evidente a necessidade de uma reformulação política e educacional para a aplicação do Teste. 

De um lado, pessoas importantes e defensores dos atuais meandros que rodeiam as aplicações de testes para os graduandos e de outro lado, pessoas exigindo mudanças. Grupos opostos; ideias contraditórias e um contexto político efervescente e febril. Neste volume, a Cia assume um protagonismo ainda maior. Ela é aquela que poderá mudar o curso da história de seu país ou assistir tudo continuar estagnado. Atuar ou se omitir? Lutar ou se calar?

O enredo de A Formatura é muito envolvente e repleto de adrenalina. O conselho de que Cia não pode confiar em ninguém continua imperando e a moça lembra-se a apega-se ao que seu pai lhe disse ainda no primeiro volume. Outra característica marcante deste livro é a representação da maturidade adquirida pelos personagens; de bobinhos e esperançosos a deprimidos e desesperançosos diante de tantos percalços. Mas ainda assim, decididos e responsáveis sobre sua importância quanto ao seu papel enquanto estudante.

Todas as respostas necessárias para se entender o contexto desta distopia e suas implicações são disponibilizadas ao leitor. Todas as pontas soltas conseguiram ser amarradas ao texto e o desfecho de cada personagem se tornou bastante crível. Os rumos da Comunidade Unida após o "furacão Malencia Vale" ficaram subentendidos, permitindo que cada leitor o compreendesse conforme preenchesse as lacunas em aberto. 

Esta é uma trilogia muito especial para mim e que me proporcionou uma viagem literária espetacular. Livros que eu, simplesmente, devorei. Tramas conectadas e ricas em reviravoltas capazes de não desviar a atenção do leitor. A Joelle Charbonneau construiu sua história com bastante embasamento e criatividade; levando-me a ser um fã de seu trabalho. Sem esquecer que a autora usou e abusou do protagonismo e coragem femininos na representatividade de suas personagens: mulheres inteligentes, fortes, sagazes e espertas compõem o cenário de suas obras. 
Surpreendente - Intenso - Efervescente - Incrível - Ágil.
A diagramação deste volume obedece o projeto gráfico de toda a trilogia. Os tons de cores combinam e dão uma ideia do clima tórrido que encontraremos neste volume. O símbolo da capa possui um significado para o movimento liderado por Cia e seus aliados. Não encontrei erros gramaticais incômodos e infelizmente, este volume não veio com marcador incluso (triste)...

E aí, pessoal, o que acharam?! Espero que tenham gostado e não deixem de comentar :)
AVALIAÇÃO GERAL:

[RESENHA]: A Cidade Murada - Ryan Graudin

Lindxs, 
Espero que estejam bem! 

Como é bom retornar ao meu cantinho e poder compartilhar com vocês as minhas impressões literárias. Como é bom ter um tempinho para escrever e falar de livros. Como sinto saudades :'(
Enfim, estou um pouco ausente por conta das excessivas demandas da faculdade! Amo o bloguito, mas a minha formação profissional é prioridade! #MedicinaÉMinhaVida <3

Editora Seguinte - SKOOB
Hoje, quero falar com vocês acerca de um livro que me deixou eufórico, atônito, agoniado, angustiado, entusiasmado e terrivelmente envolvido. Estou falando de A Cidade Murada, escrito por Ryan Graudin e publicado pela Editora Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras. Recebi a prova antecipada da obra e conclui a leitura recentemente.

A Cidade Murada nos permite contextualizar o passado e o futuro, o real e o fictício, uma vez que utiliza de um plano de fundo real, como subsídio para compor uma estória. Em outras palavras, este livro apresenta uma cidade chamada Hak Nam, dominada pela pobreza, carência e criminalidade, baseada na cidade murada de Kowloon, em Hong Kong, a maior favela vertical do mundo (demolida em 1990).

A obra possui um viés de representação da cultura oriental e acompanha a vida de Dai, um garoto que está imerso na cidade murada sem poder sair de lá; Jin, uma garota que finge ser menino para sobreviver e poder se embrenhar no sistema corruto do local objetivando encontrar a sua irmã Mei Yee, vendida por seu pai para um bordel. Três personagens fortes, delicados e marcantes. Três histórias que se embrenham umas nas outras e no contexto de Hak Nam.

O caminho de Dai e Jin se cruzam e dali, nasce uma amizade por conveniência que evoluirá para a lealdade entre dois amigos verdadeiros. E essa aproximação faz com que Jin esteja cada vez mais perto de encontrar sua irmã. 
Meus amigos, só posso dizer uma coisa: esta obra é muito envolvente! Desde o começo da trama, eu estava imerso nesses "perrengues pessoais das personagens" e ficava ansioso por encontrar o desenrolar dos fatos. 

Há muita ação, violência, vingança, questões envolvendo o tráfico de drogas e todo um retrato de uma sociedade não muito distante da nossa. Além deste contexto de criminalidade, marginalização e luta para sobreviver, a obra tece alguns comentários ácidos e críticos com o intuito de gerar uma reflexão.
Nesse sentido, cabe salientar a presença de um teor de banditismo social, uma vez que as personagens entram para o mundo do crime por não possuírem oportunidades dignas de sobreviverem neste ambiente e também de determinismo social, no tocante a formação de personalidade dos sujeitos de acordo com o meio em que este está inserido.
Este é um livro juvenil, literário e contextualizado com a atualidade. 

São 400 páginas devoráveis rapidamente! Este é mais uma obra que engrandece o catálogo da Editora Seguinte e este ano de 2015 promete ser de muito sucesso para a Editora. 
Estou mega ansioso por mais livros da Ryan Graudin e espero que eles sejam publicados aqui no Brasil. 
Não avaliarei a diagramação da obra, uma vez que tive contato com a prova antecipada, mas a narração se desenvolve pela ótica dos três personagens e seus relatos são muito instigantes e inquietantes!
AVALIAÇÃO GERAL: 

Espero que esta resenha ainda possua a essência de minha escrita. Confesso que já faz um tempinho que não me dedico a resenhar nenhuma obra e espero que esta trama e obra tenham lhes cativado! :) 
Não deixem de comentar o que acharam! 

[RESENHA]: Reiniciados - Teri Terry

Olá, lindxs,
Tudo bem?! Espero que sim.

SKOOB - Farol Literário
Sou apaixonado por livros distópicos e isso não é segredo para ninguém. No entanto, nunca consigo expressar todo o amor que sinto por eles, ao escrever uma resenha. É sempre uma tarefa árdua e dessa vez, não foi diferente com Reiniciados, primeiro livro da trilogia Slated, escrito por Teri Terry e publicado pela Editora Farol Literário. Hoje, estou arrancando os cabelos de curiosidade e ansiedade pela leitura do segundo volume.

Reiniciados se passa num futuro em que o governo se auto-concentrou e militarizou; e através do controle e do elevado porte bélico, afugenta terroristas e pessoas descontentes com o sistema. Ou seja, após um colapso econômico, o Reino Unido se separou da União Europeia e após uma série de opiniões opostas acerca da contenção da violência, surgiu a Coalizão Central. Este órgão buscar evitar conflitos entre governo e rebeldes, enquanto o poder administrativo da nação decidiu se blindar e exterminar qualquer oposição, principalmente aquelas responsáveis por represálias violentas. 

Uma das punições para terroristas capturados é se tornar um Reiniciado. Ao invés de ser mantido isolado no sistema carcerário, a pessoa é submetida a procedimentos cirúrgicos que a fazem perder sua identidade, memórias e sua vida. Imaginem um celular sendo formatado: tudo que te define é perdido para sempre. Você nasce de novo e sua nova vida é uma constante novidade; você passa a criar uma segunda identidade; E com isso, o governo lhe concede uma segunda chance.

Tornar-se um Reiniciado é, em minha opinião, uma das formas mais cruéis de controle. O Reiniciado perde anos de sua vida, tem o desafio de reaprender a viver e é constantemente controlado por um NIVO, que lhe impede de sentir emoções humanas como a raiva e a agressividade. Qualquer sinal de um comportamento violento ativa conexões cerebrais que provocam dor e o impedem de continuar com sua prática. 

Esta é uma prisão sem grades, um controle sem rédeas e amarras. A partir de um discurso utópico e bonito, o governo mantém uma imagem imaculada de sabedoria e generosidade ao permitir que criminosos tenham uma segunda chance. No entanto, sabemos que essa falácia não corresponde a realidade. Ter seus passos controlados, suas emoções mantidas em constante vigilância e seu passado dizimado não é uma forma muito generosa. 

Em Reiniciados, acompanhamos Kyla, uma reiniciada de dezesseis anos que não sabe o motivo de ter sido vítima daquele procedimento. Adotada por uma nova família, Kyla precisa se ambientar a rotina e a vida que agora lhe é a sua. Todavia, a adolescente não se parece com os outros reiniciados. Constantemente sofre de pesadelos que remontam a sua antiga vida, alguns lapsos de memória e ações involuntárias. Além disso, seu NIVO não parece funcionar corretamente. 

Gradativamente, Kyla vai percebendo que há muitas nuances ocultas naquela sociedade. Ela infere que talvez o governo não seja tão justo e que talvez os terroristas não sejam aquilo que lhe dizem. Além disso, quando pessoas inocentes passam a desaparecer e serem levadas pelos Lordeiros (Agentes da Lei responsáveis por manter a ordem e evitar ataques dos terroristas anti-governamentais), Kyla percebe que existe uma mácula por trás do governo.

Apesar disso, Kyla percebe que um bom reiniciado não se preocupa com tais fatos e pelo seu próprio bem, deve evitar falar sobre suas conclusões, uma vez que qualquer prova de insatisfação e questionamentos acerca das decisões governamentais é motivo de punições. Qualquer ato de desafio é repudiado e quando realizado, rapidamente reprimido. 

A narrativa da Teri Terry é muito fluida e interativa. Logo nas primeiras páginas, o leitor já se encontra imerso naquela trama e transpor as 432 páginas é uma tarefa rápida e agradabilíssima. Todos os personagens me cativaram e em especial, devo destacar a aproximação de Kyla e Ben, um outro reiniciado. Ben é o típico garoto alegre e que todos querem por perto. Sem dúvidas, um dos casais que eu mais gostei de ter encontrado, 

Reiniciados é um livro encantador e magistralmente sagaz. O enredo é completamente instigante e toda a desenvoltura da autora para descrever as cenas e narrar sua história é ímpar. Todas as suas críticas são comedidas e a sua sinceridade em apontar as ranhuras de uma sociedade aparentemente perfeita é louvável. Sem mencionar que a alienação social de um povo é tratada com naturalidade a ponto de assustar. 

Este livro foi uma grata surpresa e estou muito ansioso pela continuação. 
O livro tem esta capa lindíssima e em minha opinião, o detalhe mais apaixonante é a intensidade do olhar da modelo e a coloração de sua pupila. 
A edição da Farol Literário está muito bonita. A fonte possui um tamanho confortável e torna a leitura ainda mais ágil e não encontrei nenhum erro gramatical. O próximo volume já foi lançado no Brasil e se chama Fragmentada (saiba mais, clicando na imagem ao lado).

Preciso dizer que eu recomendo esta leitura?! Não, né?! LEIAM! Garanto que vocês vão se encantar e se apaixonar pela Kyla e sua vida de Reiniciada!
AVALIAÇÃO GERAL: 

E aí, pessoal, o que acharam?! Gostaram do livro? E da resenha?
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar! 

[RESENHA]: A vida como ela era - Susan Beth Pfeffer

Olá, pessoal, 
Tudo bem?! 

Como têm aproveitado os últimos dias do ano? Estão lendo bastante ou apenas aproveitando o ócio entre as festas natalinas e o reveillon? 
SKOOB - Grupo Editorial Record
Nesse domingo lindo, quero apresentar para vocês a resenha de um livro distópico que me proporcionou uma excelente leitura! Estou falando de A vida como ela era, primeiro volume da série: Os Últimos Sobreviventes, escritos por Susan Beth Pfeffer e publicado pela Editora Bertrand Brasil.

Recebi o livro há algum tempinho atrás, através de uma ação promocional de divulgação do Grupo Editorial Record. Acabei furando a fila de leitura e conclui este livro com ótimas expectativas para o segundo volume. O que mais me motivou a iniciar a leitura da A vida como ela era, foi à menção de que a série agradaria os fãs de Jogos Vorazes. Como tributo, devo admitir que é a série fascina os apreciadores de uma boa distopia.

Com uma ambientação e realidade extremamente verdadeiras e palpáveis, o livro da Pfeffer nos presenteia com tempos assustadores e imprevisíveis no qual a natureza mostra sua força e o único recurso plausível e inerente a todos os sobreviventes, é alimentar a sua esperança de que tempos melhores virão. Por conta disso, ao se aproximar da nossa vivência, causa certo temor no leitor que passa sentir todas as emoções e medos dos protagonistas. A tensão que domina a leitura alcança níveis estratosféricos e faz com que o leitor roa as unhas sem perceber.

A obra se baseia numa realidade pós-apocalíptica na qual, a vida é diferente de como a conhecemos hoje. Isso se deve ao fato de que um meteoro atingiu o solo lunar e desencadeou uma gama de destruições em série. Segundo o livro, os cientistas previram que essa colisão seria um espetáculo simples, porém os impactos foram maiores e fugiu ao controle. Em meu ponto de vista, eles deveriam ter imaginado as consequências disso. Por isso, eu confesso que demorei a engolir essa prerrogativa, haja vista o aparato tecnológico e científico disponível na atualidade. Mas enfim, com o desenrolar da trama isso se torna apenas um detalhe e não prejudica em nada o enredo.

Após esse choque, a lua é retirada de sua órbita e se aproxima da Terra. Sabe-se que a lua atua diretamente em muitas características do nosso planeta e por isso, permite que o ambiente se torne habitável. Com este deslocamento, o centro gravitacional foi atingido e por isso há uma série de catástrofes que destroem tudo ao seu redor.
"... E então ocorreu a colisão. Mesmo sabendo o que ia acontecer, foi um choque quando o asteroide realmente bateu na Lua. Na nossa Lua. Naquele segundo, acho que todos percebemos que aquela era a Nossa Lua e que, se ela estava sendo atacada, então nós estávamos sendo atacados”. (p. 29) 


Tsunamis passam a atingir o litoral; terremotos abalam o continente; vulcões entram em erupção; tempestades; nevasca; falta de energia elétrica, internet e água potável; mortes por todos os lugares; fome e doenças passam a se tornar constantes. Em suma, tem-se um cenário em que o Planeta entra em colapso.

A obra acompanha uma família tradicional norte-americana, composta por uma mãe divorciada e seus três filhos em busca da sobrevivência. A trama se desenvolve através de um diário, no qual, Miranda, a segunda filha, escreve todos os acontecimentos acerca de sua vida, sobre as transformações em sua cidade e como o mundo está sendo alastrado. Além disso, ela descreve todos os impactos ambientais e seus reflexos.

A narrativa em forma de diário permite que a Miranda utilize um tom confessional que aproxima o leitor do desenrolar da trama e faz com que ele sinta todo o temor que aquela família vivencia na tentativa de sobreviver. São dificuldades para se alimentar, haja vista a carência de recursos e dificuldades de conviver com uma sociedade decadente capaz de tudo para sobreviver! Após a colisão, eles não vivem, apenas sobrevivem! A autora possui domínio da narrativa e pensou em todos os mínimos detalhes para tornar a história digna de ser considerada pós-apocalíptica.

Os personagens são encantadores a ponto de o leitor se comover com suas dificuldades para sobreviver. A obra trata da persistência e dos sacrifícios que uma família está disposta a fazer para a sobrevivência de quem se ama. Sem dúvida, foi uma das leituras que me fizeram mergulhar de cabeça nos empecilhos desse grupo de sobreviventes.

O livro físico possui uma diagramação e trabalho gráfico, belíssimos. As capas dos volumes seguintes já foram divulgadas e obedecem ao modelo de A vida como ela era. Além disso, a lua da capa possui uma textura áspera que deixou o livro ainda mais bonito. Não encontrei erros gramaticais e a Bertrand diagramou o livro de um modo muito confortável para a leitura e com detalhes que embelezam as páginas.

A leitura é recomendada para todos os que gostem de uma distopia e de narrativas que nos apresentam com um mundo pós-apocalíptico e diferente de como o conhecemos hoje.
AVALIAÇÃO GERAL

Espero que tenham gostado da resenha e do livro. Não deixem de comentar, porque a opinião de vocês é muito importante!
Um bom domingo para todos e aproveitem os últimos dias do ano! <3

[RESENHA]: Estudo Independente - Joelle Charbonneau

SKOOB - Editora Única
Olá, pessoal! 
Tudo bem?! Espero que sim!! 

Quem me conhece ou acompanha o blog sabe o quanto amo uma boa distopia! Atualmente, é um gênero que vem sendo aposta de várias editoras e com isso, vem agradando muitas pessoas de várias as idades,inclusive eu, obviamente! A última distopia que conclui a leitura, é o segundo volume da trilogia O Teste, chamado Estudo Independente, escrito pela norte-americana Joelle Charbonneau e publicado no Brasil pela Editora Única. 


Antes de falar sobre Estudo Independente é preciso saber o que acontece no primeiro volume, O Teste.
Você pode ler minha resenha, clicando aqui ou acompanhar meu resumão abaixo:



Este livro inicial, narra a vida da jovem Malencia Vale, moradora de uma colônia administrada por Tosu City, capital da Comunidade das Nações Unidas. Como a trama é ambientada numa America do Norte, pós-apocalíptica devastada por guerras e fenômenos naturais, a administração do local busca reconstruir o mundo e para isso deve contar com profissionais e líderes bem treinados e capazes disso, por isso, a cada ano, os alunos mais brilhantes de cada colônia são escolhidos a participarem do teste. Esse teste é um conjunto de provas classificatórias e eliminatórias, cujo objetivo é selecionar as melhores das melhores mentes para o bem maior do país. Se aprovados, estes serão redirecionados para a faculdade! No entanto, nem tudo é tão simples e o teste se mostra abusivo e autoritário. Torna-se claro que não se pode confiar e não se pode demonstrar fraqueza! Todas suas escolhas são avaliadas e de modo geral, o teste se molda sob a seguinte frase de Augusto dos Anjos: "mão que afaga é a mesma que apedreja".

Estudo Independente começa com a notícia da aprovação de Cia, no Teste! Muitos falharam e não passaram para a Universidade! Esse fato, aliado de uma peculiaridade do livro anterior é determinante para que a Cia, ou Malencia (mas eu a chamo de Melancia) perceba que este sistema de admissão é corruptível e lida com táticas inapropriadas que não respeitam a vida humana. Dito isso, calo-me aqui, mas lembrem-se da frase de Augusto dos Anjos, acima! Apesar de estarem sobre os cuidados da capital, eles poderiam confiar nos organizadores do teste? 

Quem sobreviveu ao "vestibular", foi admitido na universidade e logo, eles iniciam Estudos Preliminares. São aulas dos mais variados conteúdos e disciplinas que os permitem terem conhecimento básico para direcioná-los numa carreira profissional! Percebam como esse sistema é ditatorial: primeiramente, os organizadores escolhem as mentes promissoras, depois os desafiam e ensinam, porém o aluno não pode ao menos escolher qual carreira seguir. Tudo vai depender de seu rendimento noutra prova. Com o resultado em mãos, eles classificam quais alunos se sairiam melhores em quais áreas de atuação, ou seja, não se leva em consideração as escolhas pessoais, mas as áreas que ele seria melhor aproveitado.
Os alunos podem ser direcionados para: Educação, Engenharia Biológica, Engenharia Mecânica, Medicina ou Governo. Tudo que posso dizer é que a Cia não é encaminhada para a área que gostaria e nessa profissão toda sua postura de liderança deverá ser utilizada. 
Estou sendo muito cauteloso para não soltar spoilers e o livro é repleto de novas informações que nos permitem compreender as engrenagens desse sistema opressor. Após esse direcionamento para a área de atuação, cada membro passa por uma Iniciação e mais uma vez são tetados e depois são enviados a Estágios que paralelamente com as aulas prepararão o cada aluno.
FALHAR NÃO É UMA OPÇÃO!
Para aumentar a pressão, Cia começa a ser perseguida e investigada porque ela tem um bom desempenho em todas as provas. Ela se dedica bastante e está disposta a não fracassar e por isso, passa a ser acompanhada de perto, uma vez que os membros mais velhos de Tosu City temem que ela seja uma líder boa demais, mesmo sendo de uma colônia.

Sim, aqui no livro há o preconceito com estudantes oriundos das colônias por parte dos alunos da capital, que são em sua maioria filhos de pessoas influentes! Meritocracia, certo? Certíssimo! 
Em Estudo Independente, como o nome já diz, é cada um por si e Deus por todos! Evidenciamos como o sistema de admissão entre advindos da colônia e da capital é injusto e desleal, favorecendo sempre aos abastados. Essa discrepância prática e teórica corrobora como alguns são favorecidos e outros são terrivelmente injustiçados. Bem real isso, né? No mundo de hoje já é uma constante, infelizmente!! 

É notável que com tanta injustiça e diferenças sociais, surgisse o sentimento de angústia. Por isso, os mais prejudicados blindam-se desse sentimento de direitos igualitários e surge uma fagulha de revolta. Mais uma vez, percebemos que um fato de O Teste é determinante para sabermos que há rebeldes infiltrados na capital, prontos para a luta e essa questão política de dominador e dominado está prestes a ruir. Cia estaria preparada para lutar ou se subjugaria ao poder de Tosu City?

A maior surpresa do livro acontece nas últimas páginas. A Joelle constrói uma trama nos levando a acreditar que haverá, de fato, um entrave entre poder político da capital versus rebeldes insatisfeitos. No entanto, há algo muito maior envolvido que será solucionado no próximo volume da trilogia. Alianças políticas, traições, insatisfação social são alguns dos temas que será tratado nesse livro!

Cia e Tomas continuam se amando em Estudo Independente, mas detalhes que acontecem em O Teste voltam para testar sua relação. Mais uma vez, a lealdade e a confiança são postos em xeque. 
Surgem novos personagens: alguns legais, outras que são verdadeiras incógnitas, alguns detestáveis e outros surpreendentes! É incrível como a trama está bem costurada nos detalhes do primeiro livro. Ao mesmo tempo que a autora percorre novos caminhos, ela retoma detalhes antigos. 
Incrível - Envolvente - Sensato - Maravilhoso - Surpreendente! 
O livro permanece com o projeto gráfico do primeiro volume, com uma capa incrivelmente linda e que representa os detalhes do livro. Acho que esta capa é a mais bonita da trilogia! A Única fez um trabalho ótimo. Encontrei alguns errinhos de revisão, mas não prejudicam o entendimento da trama! E para finalizar, como todos os livros, a editora nos presenteia com um marcador incluso. 

De modo geral, Estudo Independente é uma continuação que mantém o nível do volume anterior e surpreende o leitor, principalmente no final. A leitura é mega recomendada para quem gosta de distopias e que se sentiu interessado por estas questões políticas! Leiam!! 
O terceiro volume será publicado neste mês de outubro e eu já quero muito embarcar para Comunidade das Nações Unidas para conferir o desfecho dessa trilogia!! 
AVALIAÇÃO GERAL:

Pessoal, espero que tenham gostado! Espero que leiam o livro e aproveitem bastante o final de semana, na companhia de muitos livros!! 

[RESULTADO]: Top Comentarista de Julho


Oi, pessoal!
Tudo bem?!

Não me matem! Não me apedrejem! Demorei para conferir cada comentário, acabei relendo todos e no momento de salvar a tabela, eis que clico no botão de descartar tudo! Imaginem minha revolta e frustração, mas agora encontrei uma brecha nos estudos para vir aqui conferir novamente e lançar o resultado! 
Quem aí sente o cheiro de vitória chegando?? 

Obrigado a todos vocês, que vieram aqui participar e que sempre deixaram comentários fofos, de apoio e incentivo e que teceram comentários coerentes e opinativos sobre tudo. Sem vocês nosso trabalho não é nada! 

A pontuação do Top Comentarista ficou mais ou menos assim

Como deu pra ver, houve empate e aí cada um terá de contar com o apoio da bela sorte! No regulamento diz, que em caso de empate o sorteio será feito no random.org :)
  1. LARA VIEIRA.
  2. ANNY SORAIA.
  3. SÉRGIO MACHADO.
  4. MICHELLE LOPEZ.
  5. NARDONIO.
  6. PEDRO ALEX.
Muitos de vocês participaram dois meses seguidos aqui nos Top Comentarista de junho e julho. Pensando nisso, resolvi presentear TRÊS de vocês! 
O primeiro ganhará o livro INSURGENTE!!
O outros dois ganhará um kit de marcadores cada um! 

Vamos conferir quem são os sortudos?! 
Estarei enviando os e-mails para vocês e aguardarei retorno em até 48 horas. Caso não obtenha, farei um novo sorteio! :)

Parabéns! E mais uma vez, obrigado! Espero que goste dos prêmios de vocês!

[RESENHA]: O Teste - Joelle Charbonneau

Olá, pessoal!
Tudo bem?! Espero que sim! 

SKOOB
Hoje, quero resenhar para vocês, um dos últimos títulos que eu devorei num nível absurdo de rapidez. Como fã de livros distópicos, a leitura de O Teste se consagrou na minha área de conforto literário. Foi uma experiência absurdamente prazerosa. Ouso chamá-la de deleite literário. 

O livro aborda, em suma, a tentativa de reconstrução do mundo tal qual o conhecemos hoje, após a destruição em massa causada por uma guerra sem precedentes que culminou na destruição dos recursos vegetais, animais, energéticos e hídricos. Os sobreviventes se unem na Comunidade das Nações Unidas, um país com o poder centralizado nessa capital e com a população aglomerada e distribuída em colônias, com níveis diferentes de desenvolvimento.

Como toda distopia, o governo da Comunidade das Nações Unidas é excessivamente autoritário e com algumas regras rígidas, que se quebradas geram punições severas. Nesse ambiente pós-apocalíptico, nem todos têm direito a educação e quem poderá usufruir de um ensino superior nas universidades do governo, serão aqueles que apresentarem notoriedade nas escolas básicas e que desenvolvam projetos que possam solucionar problemas dessa civilização. São as mentes brilhantes e jovens prodígios que poderão vir a somar no rol de intelectuais.

No entanto, ser escolhido não quer dizer que você vai para a universidade. Ser escolhido quer dizer que você está apto para fazer o Teste e se aprovado nessas provas, terá a chance de ir para a faculdade. A seleção desse jovem é tida como motivo de honra e orgulho. Dissemina-se na população o pressuposto de que ser escolhido para o Teste é prova de que a comunidade te admira e acredita em seu potencial. Vemos o otimismo dos jovens ao se imaginarem pondo em prática benefícios para o bem geral, ou seja, eles se veem como construtores de um futuro utópico.
Enquanto eu como, ele me diz que o processo do Teste foi criado há anos pelo pai do doutor Barnes, que acreditava que os Sete Estágios da Guerra ocorreram porque os líderes mundiais não tinham a combinação correta de inteligência, habilidade de agir sob pressão e força de liderança para nos tirar dos confrontos. Que a única maneira de garantir que a Comunidade Unida não repetisse seus antigos erros seria testar os futuros líderes do nosso país e se certificar de que eles tinham a amplitude de qualidades que não apenas ajudariam nosso país a florescer, mas manteriam nosso povo em segurança. Com o passar dos anos, vários oficiais da Comunidade questionaram a necessidade de penalidades tão severas ao falhar no Teste. Alguns dizem que os Avaliadores fraudam o sucesso das provas para que aqueles que são espertos demais, fortes demais ou dedicados demais sejam podados. Contudo, há aqueles que se sentem não apenas levados a reconstruir a Nação, mas também  a questionar suas leis e suas escolhas. Qualquer um que verbalize opiniões negativas sobre o Teste ou é transferido para um posto avançado ou desaparecido.
A autora se concentra em Malencia Vale, mais conhecida como Cia, da Colônia Cinco Lagos que após a formatura é escolhida para fazer o Teste. Cia é uma garota forte, inteligente, observadora, esperta e que veio de uma família, na qual seu pai já passou e foi aprovado no Teste e ele dá a filha, certa vantagem, ao passo em que lhe confessa sobre seus pesadelos com cenas que remetem a fase de provas, cita como o Teste destrói a juventude e deixa bem claro que ELA NÃO DEVE CONFIAR EM NINGUÉM. 
Mantenha seus amigos por perto e seus inimigos mais perto ainda, não é o que dizem? Mas como agir quando amigos e inimigos são as mesmas pessoas?
Eu achei que essa busca por um líder é bastante abusiva. Os escolhidos são tirados do conforto de sua colônia e de sua família e são levados a fazerem provas extensas e teóricas de Matemática, Ciências, História e Escrita. São testados em suas escolhas, em sua convivência, em sua capacidade de solucionar problemas, sua liderança, em sua capacidade de sobrevivência e de enfrentar desafios. De modo geral, são testados a partir do momento que são admitidos participantes e fracassar não é uma escolha. Cada demonstração de fraqueza ou de derrota são punidos. 

O Teste é composto de 5 provas e a cada momento, percebemos uma Cia mais paranoica, que passa a enxergar as entrelinhas de um sistema que oprime e mascara. Ela passa a se cobrar mais, temer a morte em cada segundo porque ela começa a sentir que uma vez dentro do Teste, não tem como sair vivo dele, a não ser que seja aprovada! A Cia é muito esperta e graças a isso, consegue captar armadilhas e duvidar de qualquer sombra de bondade. Ela passa a se erguer sobre o ditado popular: "quando a esmola é demais, o santo desconfia". E ela desconfia de tudo. 

No decorrer da prova, Cia se alia a Tomas, o rapaz carinhoso e bondoso de sua Colônia e eles começam a desenvolver um "affair". Passam a se amar e confiam, de fato, um no outro. No entanto, seria esse amor suficiente para que Cia confiasse em Tomas, mesmo quando seu pai deu ordens estritas de que ela não confiasse em ninguém? Vão ler o livro para descobrir.

Cia começa a se questionar: confiar é uma característica desejável ou um defeito de um bom líder? Os Avaliadores considerarão isso como fator positivo ou negativo? 
Como o livro é narrado pela Cia, nós acompanhamos todos seus pensamentos, indagações, descobertas, medos e angústias. As vezes sentimos falta de diálogo ou de como outros participantes estão enxergando as provas. 

O livro é bem parecido com Jogos Vorazes. Uma cópia? NÃO!!!
O ambiente do Teste, o mundo devastado por guerras, esse governo autoritário que oprime e tira dos jovens o direito a liberdade, a personalidade de Cia, os dramas causados por essas provas se assemelham aos jogos criados pela Suzanne Colinns. Eu, como tributo, soube diferenciar bem O Teste de Jogos Vorazes. São livros que possuem várias diferenças e cada um, tem sua peculiaridade que o torna interessante. Se você ama um destes, pode ter certeza que amará o outro. 

De modo geral, o livro é eletrizante do começo ao fim! Toda a tensão do livro coloca em questão um lado obscuro da liderança e todos os sacrifícios que algumas pessoas estão dispostas a fazer para conquistá-la! Mostra os esforços para sobreviver num mundo destruído que sonha se restaurar. O caminho tortuoso da narrativa de Joelle Charbonneau cria uma estória única e imperdível

Nenhum fato é previsível! Nenhuma escolha é desprezada! Nenhuma morte é em vão!

Eu confesso: achei que O Teste é um livro "nerd". Não me julguem, mas esse ambiente de fazer provas, ser inteligente e esperto. Descobrir códigos, armadilhas e solucionar problemas sob pressão, me lembram as pessoas nerds e inteligentes que são promissoras e bem-sucedidas em suas escolhas. 
A leitura é mais do que recomendada para fãs de distopia e livros jovem-adulto, nerds e claro, tributos. Tenho certeza de que não se arrependerão! 

A continuação de O Teste, Estudo Independente já foi publicado no Brasil e para saber mais, clique na imagem da lateral. 

Espero que tenham gostado! E comentem! Vou adorar saber o que vocês acharam! :)

[LI ATÉ A PÁGINA 100]: BETA - Rachel Cohn


Olá, pessoal!
Tudo bem?! Espero que sim!

Para quem disse que não teria Copa, queria avisar #TáTendoCopaSim #TáTendoMuitaCopa #ACopaÉNossa #CopaDasCopas #EuAmoACopaDoMundo 


E independente da roubalheira, eu tô amando a Copa. Já estou imaginando quando acabar! rs Além disso, ter copa é ter feriado em dia de jogo da seleção brasileira e assim mais tempo para ler, portanto não reclamem da copa. Vamos ler :)

Nessa animação e em clima de jogo é que estou lendo BETA, uma distopia muito legal escrita pela Rachel Cohn (autora de Nick & Norah - uma noite de amor e música, adaptado para o cinema) e publicado no Brasil pela Editora iD.

Esse livro já me proporcionou alguns mini-infartos com as informações que ele transmite. É um livro assustador, perturbador e deslumbrante. A alienação social desse livro consegue ser pior que a sociedade representada pela diva Suzanne Colinns, em Jogos Vorazes! 

Quero apresentar a vocês o que achei da leitura nas 100 páginas iniciais, porque este é mais um:
LI ATÉ A PÁGINA 100.



Li até a página 100 foi criado pelo blog Eu leio, Eu conto. Nesta tag devemos responder às perguntas tendo em conta apenas as primeiras 100 páginas do livro que estamos a ler no momento.
:)


BETA - RACHEL CONH - EDITORA iD

Site oficial da Editora iD
SINOPSE: 
Bem-vindo ao mundo perfeito!
Demesne é uma ilha paradisíaca. Seu mar cor de violeta é relaxante. O ar é o mais puro de toda a Terra. Os habitantes são ricos e sofisticados. Mas poucos são autorizados a fazer parte desse mundo privilegiado. Elysia ganhou essa chance. Mas ela é uma Beta, um clone criado a partir de uma matriz humana que precisou morrer para ela existir. Nasce com 16 anos, sem alma, sem lembranças, e com uma única missão: fazer companhia aos humanos, adultos e crianças. Mas, com o tempo, Elysia vai descobrir que é capaz de muito mais.

Primeira frase da página 100:
"O sol, ao se por no horizonte a oeste, lança um brilho cor de damasco sobre a água violeta. O ar parece mais fino e delicado que o oxigênio especial bombeado na atmosfera abaixo de nós. Absorvê-lo parece arriscado, sedutor."

Do que se trata o livro?
O livro aborda uma sociedade decadente que se baseia no pilar da perfeição e da beleza (leia-se, futilidade). Após vários acontecimentos, como guerras e destruição das cidades devido ao elevamento do nível do oceano e consequentemente alagamento de tudo, os humanos "abastados" e que possuem infinitos zeros na conta bancária decidem criar um paraíso isolado, digno apenas a uma pequena parcela que possa usufruir disso, ou seja, apenas aqueles nascidos em berço de ouro, diamante, rubis, esmeraldas e safiras. Não basta ser rico, tem de ser o topo da riqueza. Ou seja, Demesne é um local onde Adriano JAMAIS moraria. E nesse local perfeito, os humanos não são dignos de realizar tarefas domésticas ou qualquer coisa normal, portanto, criam-se clones através de matrizes humanas para que eles façam o trabalho duro enquanto os humanos curtem do paraíso porque quando morrerem vão pro inferno aqueles trouxas (!) #desabafo.

O que está achando até agora?
Eu estou adorando o livro! Sou fã de distopias porque eles me fazem ficar indignados com tanta injustiça e absurdos. Em BETA não é diferente, eu fico perturbado lendo muitas cenas e ao mesmo tempo, nós ficamos deslumbrados com tanta beleza naquele paraíso perfeito. 

O que está achando dos protagonistas?
Os personagens desse livro são divididos em 3 grupos:
Os "humanos": representam tudo que eu mais odeio! Futilidade, gente que acha que o dinheiro compra tudo, aquelas madames falsas e hipócritas de filmes, patricinhas e playboizinhos que tem tudo nas mãos.
Os "clones": seres que não pensam e só sabem servir. Tenho pena deles. 
E a BETA, Elysia, que é uma clone adolescente em fase de teste que se mostra "diferente" e apesar de servir tem algo que me fez gostar dela. P.S.: A Elysia é um ser safadinho, que adora olhar para os músculos masculinos ou para uma barriga de tanquinho. 

Melhor quote até agora:
Não encontrei nenhum quote até a 100, por isso, estou colocando um quote da página 100+36. Certo? Certo!
"Talvez o medo não se baseie apenas ao componente químico da adrenalina. Age também na falta de experiência do ato de se aventurar no desconhecido, mesmo que esse desconhecido seja uma coisa tão descomplicada quanto uma piscina." Página 136
Vai continuar lendo: 
Yes, com certeza, afirmativo, claro, sim, positivamente. (Essa é a resposta de todos os posts Eu li até a página 100!!)
 
Última frase da página:
"Ele sente falta dela, o deus bronzeado cujo coração ela possuía e que, por sua vez, destruiu o dela?"

Espero que tenham gostado! E fiquem ligadinhos que terá resenha dele, logo logo :)
E vamos Brasil, #RumoAoHexa 

[ESPECIAL]: Top Comentarista de Julho

Olá, pessoas lindas, 
Tudo bem? Espero que sim!! =) 

Mais um lindo mês do ano de 2014 se foi e outro chegou. Seja bem-vindo Julho. Que você nos traga muuuitas coisas boas! rs
Como chegou um novo mês é hora de iniciar o Top Comentarista! 

Nesse mês, a minha tia estará enviando ao ganhador o livro INSURGENTE! Livro dois da série Divergente! Mais uma chance para quem não ganhou em junho, tentar a sorte em julho! Como crianças educadas, vamos agradecê-la por isso e aplaudir sua atitude linda! rs
Obrigado, tia Melissa <3 
Esse gif sempre estará aqui quando os prêmios forem um presente de minha tia.

REGRAS: 
  • Ser seguidor público do blog GeraçãoLeitura.com pelo GFC;
  • Curtir a página do blog, no Facebook (link, na lateral direita);
  • Seguir o Twitter faz um blogueiro feliz mas não é obrigatório!
  • Seguir o Instagram também me fará feliz, mas não é obrigatório! 
  • Serão aceitos apenas comentários coerentes e pertinentes nas postagens do blog (nada de "adorei a  resenha", "valeu a dica", "gostei do post" ou algo do gênero);
  • Será contabilizado apenas UM comentário por pessoa nas postagens;
  • Os comentários somente serão válidos nos posts do dia 02/07 até 02/08, comentários feitos após a meia-noite não serão válidos;
  • As postagens serão sinalizadas com um banner do top comentarista;

  • Somente para residentes no Brasil ou que possua endereço de entrega no país;
  • Em caso de empate, será feito o sorteio através do site Random.org.
  • Deixar um comentário NESSE POST com nome de seguidor, nome que aparece quando você comenta e e-mail.
  • O ganhador terá 48 horas para responder meu e-mail; Caso não responda, farei um novo sorteio :)


- O prêmio será enviado por minha tia, e não nos responsabilizaremos por extravios dos Correios. 
- O resultado sairá, provavelmente, no dia 03 ou 04 de agosto.
- O prazo de envio é de 30 a 45 dias! Não apressem a mulher, senão ela não vai ceder os outros!! rs

Participem :)
_|||_ GOOD LOCK! AND MAY THE ODDS BE EVER IN YOUR FAVOR _|||_
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