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[RESENHA]: Graça Infinita - David Foster Wallace

Olá, pessoal, 
Tudo bem?! 

SKOOB - Companhia das Letras
A resenha de hoje é oriunda de um dos maiores livros que eu já li e ostento em minha estante. Além da grandeza, a obra é de uma complexidade nunca antes experimentada por mim. O livro em questão é Graça Infinita, escrito por David Foster Wallace e publicado pela Companhia das Letras

Dono de um projeto gráfico inovador com uma capa singela e título estampado nas laterais, Graça Infinita consistiu numa leitura duradoura (cerca de três meses e duas semanas, exatamente), ora cômica e ora cansativa; ora envolvente e ora estagnada. Um livro que me acompanhou por vários momentos de espírito diferentes e por isso, tive várias oscilações quanto à minha impressão sobre a obra. Ao fim das suas "um mil e cento e quarenta e quatro páginas", o saldo foi positivo. 

Falar sobre o enredo deste livro é difícil, principalmente quando as inferências e reflexões feitas pelo leitor são o ápice da narrativa. Por isso, apresentarei a premissa da obra e depois relatarei um pouco sobre a minha experiência com este livro. Um jeito inovador e diferente de falar de um livro diferente de tudo que já encontrei por aí! 
"Os Estados Unidos e o Canadá já não existem: eles foram substituídos pela poderosa ONAN, a Organização de Nações Norte Americanas. Uma enorme porção do continente se tornou um depósito de lixo tóxico. Separatistas quebequenses praticam atos terroristas e a contagem dos anos foi vendida às grandes corporações. Graça infinita foi o último grande romance do século XX e, como o Ulysses de James Joyce, teve um impacto duradouro e ainda difícil de ser aferido. Ora cômico, ora doloroso, ele encapsulou uma geração ligada à ironia e ao entretenimento, mas desconectada da imaginação, da solidariedade e da empatia. No romance, seguimos os passos dos irmãos Hal, Orin e Mario Incandenza membros da família mais disfuncional da literatura contemporânea , conforme tentam dar conta do legado do patriarca James Incandenza, um cientista de óptica que se tornou cineasta e cometeu suicídio depois de produzir um misterioso filme que, pela alta voltagem de entretenimento, levava seus espectadores à inanição e à morte. Enquanto organizações governamentais e terroristas querem usar o filme como arma de guerra, os Incandenza vão se embrenhar numa cômica e filosófica busca pelo sentido da vida. Graça infinita dobra todas as regras da ficção sem jamais sacrificar seu próprio valor de entretenimento. É uma exuberante e original investigação do que nos torna humanos e um desses raros livros que renovam a ideia do que um romance pode ser."
Quando me mudei para Salvador por conta da faculdade, não poderia imaginar que levar esse livro na bagagem seria tão frustrante e interessante! Um livro pesado e de difícil digestão, porém recompensador em suas entrelinhas. O peso deste livro me fez apelidá-lo carinhosamente de "belo tijolo". Confesso que houve momentos em que quis incendiá-lo, devido a leitura difícil, lenta e cansativa. Mal sabia que estes eram os recursos usados pelo David Foster Wallace para tornar sua narrativa original e marcante. 

Em uma palavra eu diria que este livro é ESTRANHO! 
Em todos os sentidos este é um livro que causa estranheza no leitor; seja na capa, na premissa, nos personagens, nas cenas, no enredo. Em tudo. E esta bizarrice narrativa é o que torna a obra tão primordial. Fui cativado pela esquisitice de tudo que me foi confidenciado. E adorei o personagem do Hal e me senti impotente em não poder ajudá-lo. Os demais personagens são únicos em sua essência, mas não me conquistaram.

O livro trata maciçamente das questões delicadas a compulsão e a obsessão, principalmente no que tange a dependência aos vários tipos de drogas. Além disso, todo o absurdo e excentricidades da obra se aliam a escrita furtiva e descritiva do autor, que parece divagar enquanto escreve e por isso, há algumas quebras de ritmo na leitura que me incomodaram. É como se ele tivesse perdido o fio da meada e tivesse se embrenhado por outro terreno. 

Graça Infinita é excessivamente crítico e embasado com uma série de citações. Definitivamente, não é um livro para todos. Poucos se aventurarão por estas páginas e concluirão a leitura. Convictamente eu afirmo: muitos pensarão em desistir ou desistirão, como eu pensei! 
Antes de mais nada, o leitor precisa se desprender dos conceitos de "normal", "aceitável", "real" e "comum". É um livro tão único que não encontro nada a título de comparação. 

Apesar disso, o leitor que concluir esta obra terá vencido uma batalha e certamente, terá adquirido um olhar diferente sobre o mundo e a literatura! 
AVALIAÇÃO GERAL:

O que acharam de "belo tijolo"? 
Gostaram do enredo e da proposta do autor?! 
Não deixem de comentar ( :

[RESENHA]: Reiniciados - Teri Terry

Olá, lindxs,
Tudo bem?! Espero que sim.

SKOOB - Farol Literário
Sou apaixonado por livros distópicos e isso não é segredo para ninguém. No entanto, nunca consigo expressar todo o amor que sinto por eles, ao escrever uma resenha. É sempre uma tarefa árdua e dessa vez, não foi diferente com Reiniciados, primeiro livro da trilogia Slated, escrito por Teri Terry e publicado pela Editora Farol Literário. Hoje, estou arrancando os cabelos de curiosidade e ansiedade pela leitura do segundo volume.

Reiniciados se passa num futuro em que o governo se auto-concentrou e militarizou; e através do controle e do elevado porte bélico, afugenta terroristas e pessoas descontentes com o sistema. Ou seja, após um colapso econômico, o Reino Unido se separou da União Europeia e após uma série de opiniões opostas acerca da contenção da violência, surgiu a Coalizão Central. Este órgão buscar evitar conflitos entre governo e rebeldes, enquanto o poder administrativo da nação decidiu se blindar e exterminar qualquer oposição, principalmente aquelas responsáveis por represálias violentas. 

Uma das punições para terroristas capturados é se tornar um Reiniciado. Ao invés de ser mantido isolado no sistema carcerário, a pessoa é submetida a procedimentos cirúrgicos que a fazem perder sua identidade, memórias e sua vida. Imaginem um celular sendo formatado: tudo que te define é perdido para sempre. Você nasce de novo e sua nova vida é uma constante novidade; você passa a criar uma segunda identidade; E com isso, o governo lhe concede uma segunda chance.

Tornar-se um Reiniciado é, em minha opinião, uma das formas mais cruéis de controle. O Reiniciado perde anos de sua vida, tem o desafio de reaprender a viver e é constantemente controlado por um NIVO, que lhe impede de sentir emoções humanas como a raiva e a agressividade. Qualquer sinal de um comportamento violento ativa conexões cerebrais que provocam dor e o impedem de continuar com sua prática. 

Esta é uma prisão sem grades, um controle sem rédeas e amarras. A partir de um discurso utópico e bonito, o governo mantém uma imagem imaculada de sabedoria e generosidade ao permitir que criminosos tenham uma segunda chance. No entanto, sabemos que essa falácia não corresponde a realidade. Ter seus passos controlados, suas emoções mantidas em constante vigilância e seu passado dizimado não é uma forma muito generosa. 

Em Reiniciados, acompanhamos Kyla, uma reiniciada de dezesseis anos que não sabe o motivo de ter sido vítima daquele procedimento. Adotada por uma nova família, Kyla precisa se ambientar a rotina e a vida que agora lhe é a sua. Todavia, a adolescente não se parece com os outros reiniciados. Constantemente sofre de pesadelos que remontam a sua antiga vida, alguns lapsos de memória e ações involuntárias. Além disso, seu NIVO não parece funcionar corretamente. 

Gradativamente, Kyla vai percebendo que há muitas nuances ocultas naquela sociedade. Ela infere que talvez o governo não seja tão justo e que talvez os terroristas não sejam aquilo que lhe dizem. Além disso, quando pessoas inocentes passam a desaparecer e serem levadas pelos Lordeiros (Agentes da Lei responsáveis por manter a ordem e evitar ataques dos terroristas anti-governamentais), Kyla percebe que existe uma mácula por trás do governo.

Apesar disso, Kyla percebe que um bom reiniciado não se preocupa com tais fatos e pelo seu próprio bem, deve evitar falar sobre suas conclusões, uma vez que qualquer prova de insatisfação e questionamentos acerca das decisões governamentais é motivo de punições. Qualquer ato de desafio é repudiado e quando realizado, rapidamente reprimido. 

A narrativa da Teri Terry é muito fluida e interativa. Logo nas primeiras páginas, o leitor já se encontra imerso naquela trama e transpor as 432 páginas é uma tarefa rápida e agradabilíssima. Todos os personagens me cativaram e em especial, devo destacar a aproximação de Kyla e Ben, um outro reiniciado. Ben é o típico garoto alegre e que todos querem por perto. Sem dúvidas, um dos casais que eu mais gostei de ter encontrado, 

Reiniciados é um livro encantador e magistralmente sagaz. O enredo é completamente instigante e toda a desenvoltura da autora para descrever as cenas e narrar sua história é ímpar. Todas as suas críticas são comedidas e a sua sinceridade em apontar as ranhuras de uma sociedade aparentemente perfeita é louvável. Sem mencionar que a alienação social de um povo é tratada com naturalidade a ponto de assustar. 

Este livro foi uma grata surpresa e estou muito ansioso pela continuação. 
O livro tem esta capa lindíssima e em minha opinião, o detalhe mais apaixonante é a intensidade do olhar da modelo e a coloração de sua pupila. 
A edição da Farol Literário está muito bonita. A fonte possui um tamanho confortável e torna a leitura ainda mais ágil e não encontrei nenhum erro gramatical. O próximo volume já foi lançado no Brasil e se chama Fragmentada (saiba mais, clicando na imagem ao lado).

Preciso dizer que eu recomendo esta leitura?! Não, né?! LEIAM! Garanto que vocês vão se encantar e se apaixonar pela Kyla e sua vida de Reiniciada!
AVALIAÇÃO GERAL: 

E aí, pessoal, o que acharam?! Gostaram do livro? E da resenha?
Espero que tenham gostado e não deixem de comentar! 

[RESENHA]: Extraordinário - R. J. Palacio

Olá leitores, como vocês estão?

Hoje vou resenhar para vocês, “Extraordinário” escrito por R. J. Palacio; um livro de origem norte-americana com título original “Wonder” e publicado no Brasil pela Editora Intrínseca. Meu primeiro contato com a obra veio através da “lista dos mais vendidos” das diversas lojas online (Saraiva, Submarino, Americanas), visto que esse livro sempre figura na lista dos mais queridos pelos ledores. Assim sendo, passei a assistir uma série de vídeos em alguns vlogs que acompanho e percebi que todos os vlogueiros nutriam uma forte paixão pela obra. Logo após a compra iniciei a leitura e as 318 páginas desta história original e cativante fizeram com que eu lesse a obra em dois dias.

“Extraordinário” narra a história de August (Auggie) Pullman pela ótica do próprio garoto de dez anos de idade e pela visão dos outros a sua volta (Via - irmã, Summer - amiga, Jack - amigo, Justin - namorado da Via, Miranda - amiga de Via) o que permite ter um entendimento plural e diversificado sobre a vida de Auggie e daqueles que convivem com ele e consequentemente partilham de seus desafios diários.

August seria mais um garoto normal, se não fosse por uma Síndrome raríssima que afeta todo o seu rosto fazendo-o parecer peculiarmente “diferente” da maioria das crianças; e, por conta desse fato, Auggie não frequentava a escola comum e vive normalmente com sua família e poucos amigos.

O afã da narrativa se inicia quando a mãe do garoto decide matriculá-lo numa escola comum. Ideia que, a princípio, contraria a todos da família, sobretudo August que, categoricamente, recusa o pedido da mãe de frequentar a escola. No entanto, com um pouco de jeito a mãe consegue convencê-lo a conhecer o simpático diretor da escola, o senhor Buzanfa (isso mesmo Buzanfa). Dessa maneira, ao chegar na escola o sr. Buzanfa preparara uma “recepção” com alguns alunos que seriam colegas de Auggie, que por sua vez apresentam a escola para o garoto.

Após a visita, Auggie decide frequentar a escola nova, apesar de estar ciente de todos os obstáculos que podem vir na relação com as demais crianças, pois todos olham apenas para o exterior e, a aparência de August não se mostra favorável para fazer amigos. Dessa forma, logo após o início das aulas, esse verdadeiro herói percebe quão grandes serão os desafios que encontrará pela frente.

Repleto de emoções e acontecimentos inusitados o livro expõe como August defende a bandeira da gentileza e mostra, de forma majestática, como o interior das pessoas pode ser extraordinário e como todos podem ser aplaudidos de pé, uma vez na vida, por simplesmente vencerem o mundo.

Por fim, percebe-se que “Extraordinário”, em princípio, pode parecer uma história até mesmo infantil, mas não deixe-se enganar por isso, pois, a cada página, o livro se revela uma obra com grandeza e profundidade no que diz respeito a valores e princípios que norteiam (ou deveriam nortear) a vida de cada um. Assim sendo, a narrativa se finaliza como uma dessas obras que por indicação de amigos para outros amigos ganha a atenção de todos os públicos, de adultos, adolescentes a crianças, por seus ensinamentos valiosos acerca da gentileza e de como o ser humano pode ser extraordinário. Vale salientar que, após o sucesso do livro, a obra de R. J. Palacio ganhará uma adaptação para cinema através do trabalho dos diretores David Hoberman e Todd Lieberma, com roteiro de Jack Thorne. A data de estreia ainda não foi divulgada.

A edição da Editora Intrínseca manteve a capa idêntica à versão norte americana, no entanto a essa Editora lançou uma segunda edição com capa vermelha e branca (foto à esquerda) igualmente cativante aos olhos. No que tange o texto, as páginas feitas em pólen amarelo garantem uma excelente e confortável leitura, além das folhas coloridas com artes próprias da narrativa que ilustram cada parte do livro tornam a edição mais valiosa.

-Recomendo o livro a todos os públicos e a todos os tipos de leitores. Ao fim da leitura, a obra entrou, imediatamente, em minha lista dos favoritos.


AVALIAÇÃO GERAL: 





Beijos e um forte abraço a todos. Comentem o que acharam da resenha e se pretendem ler o livro de R. J. Palacio.
Desejo-lhes, também, um feliz Natal, espero que ganhem bastante livros de presente ;)
Atenciosamente, Jonh Alkamim.
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