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[SALADA LITERáRIA]: #3 - Sálvia Haddad

Olá, pessoal!
Tudo bem?!

Para quem acompanhou o blog nos últimos dias, eu criei uma nova coluna chamada Salada Literária (se não sabe do que se trata, visite este link). Hoje, estarei publicando o penúltimo texto da primeira edição da coluna e por isso, quero medir a receptividade de vocês e verificar se há interesse numa segunda edição e em caso positivo, comentem! 



A coluna consiste na criação de textos com caráter lúdico e improvisado, no qual o autor escreverá seguindo algumas informações pré-concebidas e cabe a ele, a responsabilidade de dentro do texto, usá-las como preferir.

Por sorteio, foi definido que a Sálvia Haddad será o terceira a participar da coluna.
E vocês podem conferir as saladas anteriores: 

  1. Erica Azevedo;
  2. Luiz Henrique Mazzaron;
 Confiram quais foram seus ingredientes:

- SALADA:

- Gênero? Infantil;
- Quem? Babá brava e ríspida, criança que sofre bullying na escola e professora amável e cadeirante;
- Quando? Quarta-feira ensolarada de 2012;
- Onde? Bairro humilde de São Paulo;
- Como? A critério do autor
- Por quê? A critério do autor
- Objetos especiais: Bombom de chocolate, bexigas, panfleto de loja de R$1,99 e sabão em pó

Informações importantes: 
* Podem ser acrescidos novos personagens, desde que esses estejam inclusos.
* Os objetos especiais DEVEM estar na história e a finalidade dele é critério do autor, assim como o porquê e o como.

A partir de agora, leiam esse maravilhoso conto e aproveitem dessa escrita tão sensível. 
Resenha de Mel e Fel: retalhos da vida


 Na Penha é assim. Escreveu, não leu, pau comeu! Cresci sabendo que precisava me cuidar porque ser um menino preto e pobre complica a vida de qualquer um. Além de estudar, ainda ajudava em casa.
Eu e Doraci, os mais velhos, fazíamos de tudo. E lá mamãe não dava moleza. Se a coisa apertava, lá vinha ela com a caixa de sabão em pó na mão me apontando o tanque. Uma pilha de roupa para lavar. Doraci também passava todo seu tempo depois da escola ajudando nos afazeres de casa. Família pobre.
Estudávamos em colégio de rico por conta de uma bolsa de estudos que minha mãe havia conseguido. Mulher simples e sofrida, nunca teve nada. Aquela bolsa de estudos era o que de mais precioso minha mãe havia ganho na vida: uma joia.
Todos na escola tinham uma realidade bem diferente da nossa e ser apontado como o menino negro e pobre era recorrente. No início, pensei em reagir, mas eles eram maioria. E se eu perdesse a bolsa? Depois, pensei em falar à minha mãe, mas ela já herdara problemas demais depois da morte de meu pai. Então resolvi me acostumar. E acostumei. Eu era a criança que sofria bullying na escola. E ponto.
Quando a coisa apertava, Doraci e Manoel me consolavam. Manoel era meu melhor amigo. Vizinho de longa data, tinha um sonho de ir estudar naquela escola. Mas a vida não lhe deu esta oportunidade. Resolveu realizar seu sonho através da minha experiência: queria saber de tudo que acontecia por lá, quem eram os professores, que dia as provas seriam aplicadas, se estava indo bem e se já havia levado bombom de chocolate para aquela professora de matemática que andava de cadeiras de roda. Ela era a mais amável de todos.
A verdade era que só podia levar o tal bombom de chocolate quando D. Terezinha, mãe de Manoel, me dava alguns. Doceira de mão cheia, sustentou os filhos fazendo doces para fora. De vez em quando, me dava alguns que haviam sobrado, e eles já tinham destino certo: professora Rita.
Eu e Doraci pouco falávamos, mas muito observávamos. Apesar da pobreza, era fácil sentir-se amado com todo cuidado que minha mãe nos dispensava. Já outros na escola, apesar de ricos, não tinham a mesma sorte.
Lembro de uma quarta-feira ensolarada, melhor dia da escola porque tínhamos aula de educação física, chegava na escola saltitante quando avistei uma babá brava e ríspida a soltar despautérios a um menino de 5 anos. Os pais não estavam lá e o menino apenas deixava as lágrimas caírem. Tão rico ele era, tão pobre também. Aquele foi um dia em que agradeci por não ser rico.
Histórias que eu e minha irmã compartilhamos nesta escola que, para nós, mais parecia um outro planeta. Enquanto nossos colegas desfilavam com mochilas e cadernos de última linha, nós corríamos a desamarrotar panfletos de lojas de 1,99 reais, jogados nas ruas, buscando as tais lojas promocionais para ver quantos lápis compraríamos com aquele trocado que mamãe nos dera.
Uma vez, não compramos o material de que precisávamos. Decidimos, sorrateiramente, comprar bexigas. Aquele dia seria nosso feriado secreto. Então faltamos aula e corremos para um córrego perto de casa. Enchemos as bexigas de águas e prontamente iniciamos uma guerra de bexigas. Aquela foi uma tarde memorável.
Mesmo com poucos recursos e sendo obrigados a conviver todos os dias com o que não tínhamos, nossa infância foi repleta de pequenas alegrias e simples realizações. Nada de grandioso. Mas tudo muito cheio de significados.     

E aí, pessoal, o que acharam? Eu amei. Pude inferir como uma das características mais marcantes da escrita da Sálvia, é conseguir transpor emoção e reflexão em seus escritos. Tudo é muito singelo e carregado de significado! Comentem com a opinião de vocês e semana que vem, dia 09 de dezembro, publicarei a última salada e me despedirei da primeira edição do Salada Literária!

[ESPECIAL]: Retrospectiva 2013

Oi, Pessoal,
Tudo bem?! Espero que sim!

Já pararam pra pensar estamos na página 364, de 365?! Li essa frase hoje porque alguém postou no Facebook e caiu a ficha de que hoje é o penúltimo dia do ano! rs

Quando o ano vai se findando é inevitável não olhar para trás e rever os erros e acertos, os altos e baixos! É imprescindível que se avalie onde você deixou a desejar para que em 2014 você possa melhorar! 
A virada de ano não muda nada, quem deve mudar é você! (Adriano Lispector)

Resolvi brincar de ser a Tv Globo e estou publicando uma Retrospectiva do ano de 2013!!
Confiram, abaixo:

A capa do ano – Os Videntes, Libba Bray: Editora iD

O título do ano – O Lado Bom da Vida, Matthew Quick
A surpresa do ano – Mentes Sombrias, Alexandra Bracken: Editora iD
~Resenha~
A série do ano – The Hunger Games *0* Suzanne Colinns
Resenhas: 
Jogos Vorazes: aqui.
Em Chamas: aqui.
A Esperança: aqui.
O livro nacional do ano – Presságio - O Assassinato da Freira Nua - Leonardo Barros :)
Resenha.
O autor do ano – Temo que meus parceiros fiquem com ciúmes, então irei eleger: Graciliano Ramos
Resenhas:
- Vidas Secas: aqui.
- São Bernardo: aqui.
A pechincha ou raridade do ano – O prisioneiro do céu - Carlos Ruiz Zafon, por R$ 2,90
O protagonista masculino do ano – Johnny Sacramento - Sacramento
~Resenha~.
O protagonista feminino do ano – Katniss Everdeen


O livro que me fez refletir – Mel e Fel: Retalhos de Vida - Sálvia Haddad
~Resenha~.
O livro que me fez rir – O Teorema Katherine - John Green
 ~Resenha~.
O livro que me fez chorar – Memórias de um Amigo Imaginário - Matthew Dicks
~Resenha~.
O livro de fantasia que me encantou – Os Doze Guardiões da Luz - Luiz Henrique Batista
~Resenha~.
O livro mais criativo – Destrua Este Diário, com certeza.

O casal perfeito – Melissa e Vincent - Cores de Outono - Keila Gon
Aaaaah, Sombras da Primavera que não chega, Dona Keila?! rs

A frase que não saiu da minha cabeça – O Pequeno Príncipe - Antoine de Saint-Exupéri


"- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo".


Aproveitando esse clima de retrospectiva, quero mostrar para vocês o presente de natal que recebi da editora iD. Confiram:
Obrigado, editora iD, pelo carinho *-*

Bom, pessoal, isso é tudo! Espero que tenham gostado!! Não deixem de comentar ( :
Excelente tarde para todos!!
Abração,
Adriano G.

[RESENHA]: Mel e Fel ~ Retalhos de Vida - Sálvia Haddad

Oi Gente,
Tudo bem? Espero que sim! :)

Primeiramente, quero pedir desculpas a todos pelo meu sumiço! Estive bem apertado essa semana e quando tive tempo de publicar algo, faltou-me a inspiração! 

Hoje, quero publicar a resenha de um dos livros mais sensíveis e marcantes que já li na vida: Mel e Fel ~ Retalhos de Vida, escrito pela Sálvia Haddad, parceira do GeraçãoLeitura.com! 

Antes de falar sobre o livro é preciso conhecer as motivações que fizeram a Sálvia escrever:
"Em 2011, grávida de seu terceiro filho, Sálvia Haddad sofre a perda de seu marido, diagnosticado com um câncer agressivo que, em nove meses, o vitimou, aos 36 anos de idade. Durante o processo de luta e perda, colocar no papel  suas dores, sentimentos e pensamentos mais profundos foi a forma que encontrou de lidar com tudo.
Mel e Fel ~ Retalhos da Vida é o alimento de esperança que trouxe a autora até aqui, provando que o que nos mantém vivos é a capacidade de sonhar, de sempre buscar por algo, ainda que nada nos pareça favorável."
Assim que li tal premissa, uma vontade súbita de ler 'o alimento de esperança' me abateu! Fiquei extasiado com a história de vida de Sálvia e a forma como ela expôs seu interior no papel.
Na minha humilde opinião, ela é uma guerreira. Assim como todos aqueles que têm/tiveram contato com pessoas com câncer.

Saltando agora para a parte do livro: 
Sálvia escreve com a alma! 
Essa seria a frase que mais define essa escrita magistral! Não, não, não estou exagerando e isso não é uma hipérbole!

O livro é formados por uma série de crônicas, que se encaixam formando um livro rico! De modo geral, o livro aborda vários assuntos do cotidiano, como: amizade, amor, perdas, ganhos, divórcio.
As suas narrativas geram a reflexão e um exame de consciência, então, concluo que esse é um livro que te engrandece!

A Sálvia traz alguns fatos pessoais para as crônicas, sobre o processo de tratamento e luto por seu marido, o nascimento de sua filha, lembranças sobre seu irmão. E sim, essas crônicas são muito emocionantes! Impossível não "desidratar" um pouquinho, a cada página lida! :'(

Todavia, algo que aprendi com esse livro e que é um ensinamento belíssimo da autora é de que tudo que recebemos na vida é válido. A vida não é só feita de glórias e vitórias. Devemos aceitar também, as derrotas e tristezas, para que possamos crescer e amadurecer! Abordando um pouquinho a minha carga religiosa, digo que: "Deus nos dá a cruz que temos força para carregar!"

Seguir em frente, ainda que nada nos pareça favorável.

Recomendo muitíssimo a leitura! 5 estrelinhas e claro, um <3 de favorito! *0*
Sálvia, querida, obrigado por ter me presenteado com o livro e pelos sábios ensinamentos! 

Abraço,
Adriano! (:

[ENCANTOS PARA UM SÁBADO]: Mel e Fel: Retalhos da Vida - Sálvia Haddad

Oi Oi Gente,
Tudo bom? Espero que sim!!

Antes de tudo, gostaria de expressar minha emoção: EU ASSISTI EM CHAMAS! uhuuuuuuuuuuuuuul \ô
CARACA, o filme é perfeito! Sem palavras! _|||_
Já estou aguardando ansiosamente A Esperança - Parte 01

Dando continuidade ao post!
Hoje é sábado, isso quer dizer que é dia da coluna: Encantos pra um Sábado

ENCANTOS PARA UM SÁBADO inspirado no meme Teaser Tuesday (Trechos de Terça) hospedado por Me, Myshelf and I, cujo objetivo é postar um trecho do livro que estamos lendo sem spoilers.

O livro da vez é:  Mel e Fel: Retalhos da Vida - Sálvia Haddad



"O fato é que, quando a gente se quebra, até tenta emendar, mas nunca fica igual. Cada qual vai seguir com aqueles pedaços colados, meio mal-acabados. De longe, talvez nem se note, mas quem chegar perto vai perceber que existe algo ali.
Sofrimento não mata, já ouvi muito. E não mata mesmo, eu sei, mas às vezes deveria. Sofrimento não mata, mas aleija."


Logo mais, teremos resenha de Mel e Fel!! #Aguardem!!
~~Isso é tudo, pessoal! 
 Abraço,
Adriano Gutemberg
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